Divirta-se nas férias sem dívidas: veja seis dicas para aliviar o bolso

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As férias são um respiro na rotina de muitos brasileiros. Mas o período de descanso, tradicionalmente, também é um período de muitos gastos. Passagens e hospedagem pesam no bolso de quem decidiu viajar. E mesmo aqueles que preferiram ficar em casa, acabam gastando com lazer, passeios e alimentação fora de casa.

 

 

No fim, para quem não se planejou financeiramente, as férias podem resultar em dívidas. “As pessoas em sua maioria ainda não são organizadas financeiramente para realizarem seus sonhos e isso faz com que as viagens necessitem de ações especiais”, afirmou o terapeuta financeiro Reinaldo Domingos.

 

 

Seis dicas para evitar dívidas

 

 

Para ajudar aqueles que querem viajar com prazer, mas sem dívidas, o especialista dá seis dicas:

 

 

Conscientize-se: a primeira regra para se divertir sem prejudicar o bolso é ter consciência do limite de gastos. Se o dinheiro não é suficiente para realizar as férias dos sonhos, contente-se com diversões mais baratas. Aproveite a economia para começar a planejar as próximas férias e, quem sabe, realizar seu desejo.

 

 

De olho nos gastos: mesmo aqueles que realizaram um planejamento financeiro devem ficar atentos a quanto estão gastando. É preciso adotar cuidados e detalhar todos os gastos que terá com a viagem, além de considerar os passeios e possíveis imprevistos.

 

 

De olho no bolso: gastar de acordo com o que se tem no bolso é passo fundamental para quem quer aproveitar as férias sem dívidas. “Com isso, é possível saber quanto gastará e elaborar roteiro dentro dessa realidade, o que deve ser feito junto com a família”, afirma o educador.

 

 

Cheque especial e cartão de crédito: no período de férias, as famílias tendem a abrir concessões para elas mesmas. Por isso, entrar no cheque especial e abusar do cartão de crédito nesses períodos é muito comum. “O uso descontrolado terá como efeito o endividamento com juros muito altos. Depois que entrou nessas linhas de crédito será muito difícil sair, pode ter certeza”.

 

 

Histórias devem ficar para depois: durante as viagens é comum ligar para parentes e amigos para contar o quanto um lugar é bonito ou o quanto está divertido estar ali. O problema é que, no fim, a conta de telefone só aumenta. “Deixe para se aprofundar nas histórias de viagem quando voltar. Será mais divertido”.

 

 

Em casa também é divertido: férias não precisam ser, necessariamente, sinônimo de viagem. Para quem está com bolso apertado, é possível se divertir mesmo em casa. E, com isso, economizar. Veja a programação cultural e de lazer da sua cidade ou de cidades próximas. Muitas vezes, a diversão está ao lado. No fim, ganha a família e o bolso.

 

 
Fonte: Infomoney

Já fez sua lista de metas para 2012? Veja os pontos que atrapalham nessa conquista

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O último mês do ano é a data perfeita para definir as metas para o ano que vai chegar. Em todas as esferas da vida são definidos alguns objetivos, sejam eles referentes à saúde, sejam às finanças, ao amor ou à carreira. Desejar conquistar seus objetivos, porém, não é o suficiente para que eles se tornem realidade e algumas barreiras no meio do caminho deverão ser superadas para chegar lá.

 

 

Em sua larga experiência trabalhando com profissionais de todas as áreas, a coach e consultora de gestão de carreira e imagem Waleska Farias afirma que apenas 30% das pessoas que fazem aquela tradicional listinha de metas conseguem atingir seus objetivos. Isso quer dizer que a maioria dos profissionais se perde no meio do caminho e simplesmente não realiza suas metas.

 

 

Mas por que será que isso acontece e, para piorar, com tanta frequência? Waleska explica que os principais motivos que atrapalham a maioria dos profissionais a realizar os desejos propostos são falta de planejamento, incerteza sobre seus objetivos e metas não factíveis.

 

 

Além disso, é muito comum terceirizar a culpa, ou seja, acreditar que não conseguiu aquela promoção por culpa do chefe ou porque outro colaborador atrapalhou ou ainda porque a família interferiu.

 

 

Para auxiliar aqueles que desejam fazer da sua lista de metas para 2012 algo real e, de fato, conquistar cada ponto estipulado, a equipe InfoMoney em parceria com a coach Waleska Farias também elaborou uma listinha, mas uma que revela quais são os principais problemas para se alcançar os objetivos, veja:

 

 

1- Dificuldade de planejar – Waleska explica que é algo cultural do brasileiro não ser um expert em planejamento. “O brasileiro trabalha apagando incêndio”, pontua. Essa falta de hábito em fazer planejamento, seja no curto, seja no médio prazo, pode ser determinante, atrapalhando muito alcançar as metas.

 

 

2- Legitimidade dos próprios objetivos – nem todas as pessoas definem sonhos pessoais, e muitas querem conquistar essa ou aquela meta para agradar à família ou porque estão sendo influenciadas por alguém. Waleska explica que essa é uma grande barreira. “Se você não se sente dono do objetivo, ele não vai se sustentar”.

 

 

3- Sonhos sem viabilidade – para atingir um objetivo, é essencial que ele seja viável. De nada vai adiantar um estagiário definir como meta de curto prazo ser diretor da empresa em que trabalha. Este pode ser um exemplo incomum, mas é algo corriqueiro, alerta Waleska,“as pessoas definirem objetivos que vão além da sua capacidade”.

 

 

Não está errado ter sonhos grandiosos, o problema é que, na prática, se você define uma meta inviável, dificilmente vai conseguir conquistá-la e, consequentemente, vai se sentir frustrado e achando que não é capaz. “Isso pode fazer toda a diferença, se você coloca metas muito arrojadas você desanima, porque dificilmente as conquistará”, explica Waleska.

 

 

4- Falta de automotivação - “se você não é um profissional automotivado, no primeiro tropeço você cai e fica”, analisa Waleska. As metas demandam tempo, dedicação e habilidade para superar os fracassos. Isso quer dizer que nada será alcançado do dia para a noite e, se você não consegue se automotivar constantemente, o objetivo vai ficando cada vez mais distante.

 

 

O principal erro ao enfrentar um fracasso é culpar os outros. “Culpar a empresa, o chefe, o trânsito, a família, os filhos não vai ajudar em nada”, explica a coach. O profissional tem de ser, acima de tudo, determinado, ou seja, caso encontre um problema, assuma a responsabilidade, enfrente e siga adiante. Para isso, é preciso automotivação.

 

 

5- Falta de autocrença – diz o famoso dito popular: “você é aquilo que acredita ser”. É isso mesmo, se o profissional não acredita em si mesmo, dificilmente as pessoas vão acreditar nele. Acreditar no seu potencial, na sua inteligência, na sua capacidade vai ajudar a atingir suas metas. Waleska ainda explica que o ambiente em que se vive pode influenciar muito nesse aspecto, ou seja, mantenha perto as pessoas que o estimulam e deixe de lado aquelas que o influenciam negativamente.

 

 

Fonte:  Infomoney

Ambição: qualidade ou defeito

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Ser ambicioso é, afinal, bom ou ruim? Isso depende essencialmente do tipo de ambição que cada um de nós alimenta

 

 

Há predicados que são obviamente elogiosos, enquanto outros são depreciativos. Dizer que alguém é culto ou boa gente equivale a elogiar. Já chamar alguém de arrogante, burro ou vulgar não deixa dúvidas sobre o baixo conceito que temos desse indivíduo. E quando se é classificado como ambicioso? Isso é um elogio ou uma crítica?

 

Recentemente deparei com uma discussão acalorada com um grupo de executivos durante um workshop, em que se procurava definir os atributos da liderança e do empreendedorismo.

 

- Não há grandes líderes que não sejam ambiciosos – disse um jovem.

 

- Os mais ambiciosos são os empreendedores, que transformam ideias em projetos – retrucou outro candidato a milionário.

 

O assunto rendeu e as conclusões, afinal, foram esclarecedoras. A primeira foi que sem ambição o ser humano ainda estaria morando nas cavernas. Foi por desejar uma vida melhor, mais segura, que nosso ancestral botou seu recém-surgido córtex pré-frontal para imaginar novas possibilidades e seu polegar opositor para fazer as coisas funcionarem como ele desejava.

 

A criatividade e o trabalho, vistos dessa forma, são instrumentos a serviço da ambição humana e, como tal, podem ser bem ou mal usados. Destreza é uma questão de treino, mas iniciativa depende da vontade, e esta varia tanto entre as pessoas quanto a cor do cabelo ou a predisposição para engordar. Tem de tudo.

 

A segunda conclusão foi que, assim como a intensidade da ambição varia entre as pessoas, também varia o tipo. Sim, há mais de um tipo de ambição, e justamente essas características é que teriam influência sobre a postura da pessoa e até sobre o trabalho ou a posição para a qual ela está mais indicada na empresa e na sociedade em geral.

 

 

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 Eugenio Mussak acredita que é preciso ter uma dose de ambição na vida
Foto: Daniel Araganty / Ilustração: Lauro Machado / Estúdio: Insólito

 

A ambição e seus tipos

 

O comum é que se atribua ao ambicioso o forte desejo de ganhar dinheiro e, apesar de não haver nada de errado com isso, foi dessa visão limitada que nasceu a dúvida se ambição é uma qualidade ou um defeito. Em 1904, o sociólogo alemão Max Weber escreveu um extenso artigo intitulado “A ética protestante”. No ano seguinte publicou outro, em continuação, chamado “O espírito do capitalismo”.

 

 

 Anos depois, a junção das duas reflexões e dos dois títulos deu origem a sua obra mais conhecida, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.

 

Ao tentar entender as causas do enriquecimento de algumas nações, como a Inglaterra e a Alemanha, e a estagnação econômica e social de outras, Weber identificou, entre outras, a maneira como a religião reinante interpreta o enriquecimento pessoal. Suas observações mostraram que os países de predomínio do catolicismo aceitavam a ética da humildade como sinônimo de pobreza. Para eles, ganhar dinheiro era pecaminoso, não agradava a Deus. Já os protestantes, especialmente os calvinistas, aceitaram que ganhar dinheiro com o trabalho duro é uma forma de seguir os ensinamentos divinos. Para eles, as habilidades humanas, como a arte e o comércio, são dádivas divinas que devem ser estimuladas e valorizadas. E bem pagas, claro.

 

Ainda que esta não seja a única causa do enriquecimento, a não pecaminização do dinheiro contribuiu para o desenvolvimento dessas nações durante os séculos 19 e 20. Olhando mais de perto, vamos verificar que a ambição produz riqueza e, quando bem conduzida, produz desenvolvimento. Para isso, temos que entender que há mais de um tipo de ambição e que a combinação deles pavimenta o melhor caminho.

 

• Ter

 

Esta é a ambição clássica, a de ambicionar dinheiro e bens materiais e que é, com frequência, confundida com ambição propriamente dita. Apesar de não haver erro algum em querer ganhar dinheiro, possuir bens, gostar de luxos, esse tipo de ambição, quando não compensada por bons atributos morais, corre o risco de deslizar para a vala lamacenta da vulgaridade. O erro, em resumo, estaria em se limitar a ambição a essa primeira categoria.

 

• Ser

 

Esta, na discussão com os jovens executivos, foi classificada como a “ambição dos grandes homens”, aqueles que desejam deixar uma imagem positiva. Afinal, como você quer ser visto por seus filhos, amigos e, principalmente, por você mesmo quando se olha no espelho da consciência?

 

Há quem deseje ser reconhecido por sua elegância, outros por sua cultura, alguns por serem confiáveis. Todos nos lembramos de alguém que é simpático, agradável, bom, disponível. E nos aproximamos dele, ao mesmo tempo que evitamos aqueles que nunca se preocuparam com desenvolver essas qualidades em sua própria personalidade.

 

A ambição de ser é subjetiva, está longe de ser tangível como ambicionar ter sua própria empresa ou um apartamento de luxo. Mas é tão ambição quanto. Em outras palavras, é um projeto de futuro, que, como todos os demais, merece atenção diária, planejamento, intenção.

 

• Aprender

 

Basta uma rápida olhada sobre o mundo em que vivemos para se perceber a diversidade de opções de aprendizado. Livros, sites, novas áreas de conhecimento, línguas que podemos aprender sem sair de casa, poe¬mas antigos e novos, habilidades clássicas e competências modernas.

 

• Fazer

 

Conheço pessoas cujo desejo de realizar é tão forte que se transformaram em dínamos de produção. Em geral, muito trabalhadores não estão satisfeitos a não ser que estejam produzindo, criando, inovando. Essa é a ambição dos empreendedores, daqueles que abrem companhias, conquistam mercados, inventam produtos ou se candidatam a síndico do prédio e se tornam referências comunitárias. São os fazedores, sem os quais o mundo estagna.

 

• Transformar

 

Há muito a mudar no mundo para que ele venha a ser um bom lugar para se viver. Injustiças, desigualdades, medos estão ao nosso redor. Mudanças são necessárias em todos os lugares, não podemos nos acomodar.

 

Essa é a visão dos que têm ambição por transformar o mundo, pelo menos a parcela sobre a qual podemos exercer a influência de nossas ideias e ações. O mundo está em transformação crescente e tem gente que não se contenta em ser observador, quer ser protagonista.

 

O conjunto da obra

 

Como vimos, ter ambição é muito mais do que querer ganhar dinheiro. Quando essa é a única ambição, seria melhor se a chamássemos de ganância. E o mais interessante é que, quando a ambição se resume ao ter, é mais provável que nunca se realize. Ganhar dinheiro é consequência.

 

A conclusão do grupo foi que a ambição varia em escala e qualidade. Os líderes teriam com maior força a ambição do ser e a do transformar. Os empreendedores seriam mais ambiciosos em ter, aprender e fazer. Como em quase tudo, o equilíbrio é sempre o mais desejável.

 

De qualquer maneira, o tema ambição deve ser olhado com cuidado, pois, quando a mesma não é acompanhada por qualidades, pode ser frustrante ou angustiante. Para resumir o cuidado – principalmente o de não confundir ambição com insatisfação -, lembro um texto do genial Millôr Fernandes sobre o assunto:

 

Certo dia uma rica senhora viu, num antiquário, uma cadeira que era uma beleza. Negra, feita de mogno e cedro, custava uma fortuna. Era tão bela, que a mulher não titubeou – entrou, pagou, levou para casa.

 

A cadeira era tão bonita que os outros móveis, antes tão lindos, começaram a parecer insuportáveis à simpática senhora. (Era simpática.) Ela então resolveu vender todos os móveis e comprar outros que pudessem se equiparar à maravilhosa cadeira. E vendeu-os e comprou outros.

 

Mas, então, a casa, que antes parecia tão bonita, ficou tão bem mobilada que se estabeleceu uma desarmonia flagrante entre casa e móveis. E a senhora começou a achar a casa horrível. E vendeu a casa e comprou uma outra maravilhosa.

 

Mas dentro daquela casa magnífica, mobilada de maneira esplendorosa, a mulher começou, pouco a pouco, a achar seu marido mesquinho. E trocou de marido.

 

Mas mesmo assim não conseguia ser feliz. Pois naquela casa magnífica, com aqueles móveis admiráveis e aquele marido fabuloso, todo mundo começou a achá-la extremamente vulgar.

 

 

Fonte: Site Vida Simples

A receita para uma boa velhice

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“Se quiser matar um idoso, jogue ele no canto e dê na mão dele água, comida, tudo. Não deixe ele fazer nada. Ele definha e morre.” O bancário aposentado César Martins Borba, 70 anos, não aceita ficar parado. Todas as quintas-feiras, ele vai ao encontro de outros idosos e participa das mais variadas atividades, que incluem jogos, teatro, palestras e workshops de trabalhos manuais. Para ele, os encontros do programa Curtindo a Vida com + de 60, iniciativa organizada pelos próprios idosos com a participação de voluntários, são uma forma de se distrair e, principalmente, escapar da solidão. “Em vez de ficar vendo televisão, venho me divertir, fazer amizades”, conta. Nos outros dias da semana, a rotina de César se divide ente as idas à Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade (ABCMI), à Associação Brasiliense de Aposentados do Banco Central (Abace) e às aulas de dança de salão. “Você tem que se envolver com alguma coisa. É que nem bicicleta: parou, caiu”, compara.

 

 

César é uma prova de que qualidade de vida para a terceira idade é sinônimo de movimento e interação. De acordo com o conceito adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), qualidade de vida quer dizer “bem-estar físico, mental e social do indivíduo”. Porém, é difícil classificar um conceito tão abstrato. Várias pesquisas sobre o assunto apontam que conhecer pessoas novas, conversar, trocar experiências e sentir-se útil são condições indispensáveis para que os mais velhos não se sintam deixados de lado. Uma delas, feita recentemente pela Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó), analisou a opinião de 17 pessoas com mais de 60 anos sobre o que seria saúde para elas. Os pesquisadores, então, classificaram as respostas em três categorias, que, de certa forma, resumem as necessidades que os idosos têm para ter uma vida confortável: “autonomia, funcionalidade e liberdade”, “saúde é a globalidade da vida” e “família e rede de apoio”. 

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A primeira categoria está relacionada principalmente ao aspecto físico. Ter um corpo que proporcione autonomia é fundamental, segundo os pesquisadores. Nesse caso, problemas de coluna, articulações enrijecidas e limitações de movimentos foram os fatores citados pelos entrevistados como os mais incômodos da velhice. O segundo grupo de respostas diz respeito à saúde do idoso de maneira global, levando em conta fatores biológicos, psicológicos e/ou sociais — ou o ambiente e as relações interpessoais a que eles estavam expostos. A saúde, segundo os estudiosos, seria “um processo vivenciado ao longo da história de cada um”, ou a percepção de que, para se chegar a uma idade avançada e poder afirmar-se saudável, é preciso ter “cuidado com a saúde em seu aspecto integral”. Na terceira, os idosos manifestaram a importância de contar com uma rede de apoio (familiar e estatal) para garantir que suas necessidades sejam atendidas.

 

 

Sentir-se útil

 

Ter a família por perto ajuda a manter estável a autoestima dos mais velhos, uma vez que os parentes representam o apoio social, material e afetivo que eles dificilmente teriam de outra maneira. Por isso, a família e os entes queridos constituem um elemento essencial para a saúde mental e emocional dos idosos, sendo apontados, inclusive, como o principal significado de suas vidas.

 

 

Segundo Nanci Soares, assistente social e professora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), os fatores que influenciam a qualidade de vida dos idosos estão divididos em intrínsecos (referentes à subjetividade de cada um, como manter hábitos saudáveis e evitar estresse) e extrínsecos (políticas sociais que atendam às necessidades dos idosos). “Além dos fatores psicológicos, o envelhecimento depende acima de tudo da cultura e do momento do desenvolvimento socioeconômico em que se encontra o idoso em cada país”, explica a autora de um estudo intitulado Envelhecimento e qualidade de vida do idoso.

 

 

Para a especialista, após ter suas necessidades físicas e emocionais garantidas, o idoso precisa ter com o que ocupar o tempo livre, um passo fundamental para que a pessoa tenha, realmente, qualidade de vida. Nanci ressalta, porém, que simplesmente dar algo para o idoso fazer não é suficiente. É preciso que ele perceba a atividade como algo realmente útil. “É preciso oferecer serviços de qualidade, fazendo com que as atividades oferecidas ao seguimento idoso tenham relevância social e atendam ao interesse desse público, considerando suas trajetórias de vida”, detalha a pesquisadora.

 

 

Cacilda Rosa Berttoni, 92 anos, sabe bem o que é se sentir sozinha. “Os jovens têm trabalho, os netos têm escola, os bisnetos também. Então, o idoso fica em casa, com o cachorro?”, questiona. Assim como César Borba, a enfermeira aposentada participa das atividades do Curtindo a Vida Com + de 60. E só a possibilidade de ficar sem os encontros semanais já é suficiente para tirá-la do sério. Ela lembra que uma vez o grupo de 50 idosos foi impedido de usar a sala da Administração do Lago Sul onde acontecem as reuniões. Segundo Cacilda, houve uma verdadeira revolução. “Enquanto umas senhoras oravam, as mais valentes e briguentas procuravam os políticos para resolver o problema”, relembra. Parentes jornalistas ou advogados foram convocados para a batalha, que acabou vitoriosa para os idosos. “Quem é mais velho, se ficar sozinho, acaba. Qualidade de vida é continuar em contato com eventos sociais”, opina.

 

 

Acomodação

 

Outro inimigo da qualidade de vida na velhice é a crença de que a falta de saúde é algo inevitável depois de uma certa idade. Em um estudo feito recentemente pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), descobriu-se que muitos idosos acreditam que problemas de saúde são consequências da idade e nada pode ser feito para mudá-los. Desirée Haikal, dentista e uma das autoras do trabalho, conta que, dos 45 idosos pesquisados, 75% sofriam impacto na qualidade de vida devido às condições bucais — mas 67% classificaram a saúde dos dentes como boa ou satisfatória. Na análise, os pesquisadores concluíram que os idosos tendem a subestimar os sintomas. Apenas quando os problemas de saúde passam a limitar atividades do dia a dia, como mastigar ou engolir, é que os entrevistados relatavam estar realmente com complicações.

 

 

“Como a maioria não tinha acesso a tratamentos odontológicos e informação sobre os problemas, eles se acomodam. É um mecanismo de defesa”, explica Desirée. Mesmo com dores bucais de toda sorte, ela conta que muitos nem cogitavam a possibilidade de corrigir os problemas. Contudo, a pesquisa também mostrou que, com tratamento acessível, dificilmente os idosos recusavam ajuda. “Como eles tinham certeza de que não iam conseguir se tratar, diziam que não queriam”, conta a dentista. “Quando a opção estava próxima e gratuita, todos quiseram.”

 

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Conheça o grupo

 

 

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Os encontros do grupo acontecem às quintas-feiras, das 14h30 às 17h, no auditório da Administração Regional do Lago sul (QI 11). Das 50 vagas, 20% são reservadas para idosos que não moram no Lago Sul. As inscrições podem ser feitas na administração do bairro ou pelos telefones 3366-8309 (Eliane Guedes) e 3366-8314 (Jane Rocha).

 

 

Dicas

 

  

Veja algumas dicas para manter a qualidade de vida na terceira idade:

 

 

1. Produza, faça coisas novas, converse, movimente-se. Estar bem física e mentalmente é essencial para garantir o bem-estar

 

 

2. Cuide da sua saúde. Na terceira idade, é comum aparecerem incômodos como dores articulares, diminuição do tônus muscular e problemas de coluna. Procure ajuda médica, pois nada atrapalha mais a qualidade de vida do que não estar em plenas condições físicas

 

 

3. Não fume, não beba, mantenha uma dieta saudável com pouco sal, açúcar e gordura e pratique exercícios físicos frequentemente

 

 

4. Tome cuidado com o estresse do dia a dia. Controle suas emoções e pensamentos para ter uma vida mais leve e evitar doenças futuras ocasionadas pelas preocupações em excesso

 

 

5. Cative e mantenha uma rede de apoio. Além da família, amigos e até ajuda do governo fazem diferença na autoestima

 

 

6. Invista em leituras e em programas culturais. O cérebro precisa ser constantemente estimulado, não importa a idade

 

 

7. Procure atividades pela quais tenha real interesse, e não aquelas que servem apenas para “matar o tempo”. O intuito deve ser desenvolver uma nova habilidade e aprender coisas novas

 

 

**Leonardo Pitta, médico geriatra e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), responde alguns questionamentos:

 

 

1. Quais são os fatores que mais influenciam a qualidade de vida dos idosos?

 

Normalmente, tenta-se fazer uma definição do conceito de qualidade de vida. É difícil fazer isso, porque trata-se de um conceito amplo, que depende do ponto de vista histórico para que os fatores que o influenciam sejam entendidos. De maneira geral, se fosse para elencá-los, eu diria que o primeiro fator seria autonomia e independência para realizar atividades de gerenciamento da própria vida, como cuidados com a saúde e independência para gerenciar o convívio social e executar tarefas. Depois, ter acesso a cuidados de saúde de forma plena. Acesso ao lazer e à cultura e ter possibilidade de ter uma boa convivência social também são fatores importantes.

 

 

2. Qual é a importância da família e do ambiente em que o idoso está inserido?

 

É muito difícil querer colocar tudo em um fator só, pois a qualidade de vida é um conceito amplo que envolve a sensação de bem-estar que a pessoa tem. A família presente e o acesso ao amparo social fazem com que a pessoa consiga ter uma sensação de que a vida é boa, porque ela vai se sentir protegida se passar por uma doença ou mesmo quando as consequências da velhice começarem, como uma perda na qualidade da visão, por exemplo. Em primeiro plano, vem a família ou quem tem vínculos afetivos com o idoso: eles fazem com que, apesar dos infortúnios, eles se mantenham fortes para lidar com as adversidades.

 

 

3. O que pode minar o bem-estar dos idosos?

 

Tenho a impressão de que, quando a gente desmembra bem a questão de qualidade de vida individual, que é tentar aferir quanto a vida é boa, um grande fator para os idosos é a questão da permanência no convívio social. A sensação de desamparo quando o idoso está afastado da família ou quando não tem uma rede social que o faça se sentir protegido faz ele achar que a vida não é boa. As pessoas conseguem passar por situações adversas de diferentes formas, de acordo com a sensação de amparo que elas têm. Esse amparo pode ser uma sensação em relação à família presente, à prática da espiritualidade, enfim, qualquer rede que dê suporte.

 

 

Fonte: Especial para o Correio

7 segredos para envelhecer bem

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Veja o que fazer para envelhecer com saúde
 
 

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Seja otimista. Sua saúde agradece!
Foto: Getty Images

 

 

1. Consuma alimentos antioxidantes, como acerola, repolho roxo, abacaxi, chá verde, alho, frutas amarelas e verduras variadas (principalmente rúcula e agrião), pois eles retardam o envelhecimento.

 

 

2. Coma apenas para matar a fome (e não por gula). Exercite a sua força de vontade e fuja dos doces e frituras. Inclua chás e alimentos mais saudáveis no cardápio.

 

 

3. Tome uma taca de vinho tinto uma vez por semana. A bebida tem a capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas e possui até poder anticancerígeno.

 

 

4. Faça palavras cruzadas ou quebra-cabeça. Passatempos inteligentes fortalecem a sua memória.

 

 

5. Exercite o otimismo todos os dias. De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos – e publicado pela revista “Circulation” -, mulheres pessimistas tendem a apresentar pressão mais alta e índices maiores de colesterol.

 

 

6. Faça caminhadas leves. Inclua o exercício em sua rotina e você vai perceber que não apenas a sua forma física vai melhorar, como também o estresse diminuirá.

 

 

7. Vá ao dentista todos os anos. Quanto mais cuidado você tomar com seus dentes ao longo da vida, menos você terá que se preocupar com eles no futuro.

 

 

Fonte: ANAMARIA.com

Adote bons hábitos para cuidar do coração

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No dia a dia, afaste os vilões do seu coração mantendo uma alimentação equilibrada
Foto: Getty Images

 

O infarto e o derrame juntos são a principal causa de morte no mundo, atingindo cerca de 17 milhões de pessoas todos os anos. A maior causa dessas enfermidades são os maus hábitos. Segundo a Organização Mundial da Saúde e a Federação Mundial do Coração, os principais vilões que prejudicam o bom funcionamento do órgão são: cigarro, sedentarismo, obesidade, diabetes, pressão e colesterol altos.

 

 

Mas não fique aflita! Respire fundo, normalize os batimentos cardíacos e leia estas boas notícias. Com um comportamento preventivo, é possível evitar 80% das mortes.

 

 

O primeiro passo é detectar se você possui qualquer fator de risco: “cheque com o seu médico como anda a sua pressão arterial, os níveis de glicose e colesterol, e acompanhe os números periodicamente”, diz o cardiologista Antônio de Pádua Mansur, diretor da Unidade Clínica da Mulher do Incor (SP).

 

 

No dia a dia, afaste os vilões do seu coração mantendo uma alimentação equilibrada e exercitando-se regularmente.

 

 

Gordura do bem

 

 

Azeites extravirgem, peixes, oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas) e abacate ajudam a prevenir doenças em geral. eles diminuem a absorção de lDl (gorduras ruins) e aumentam a de HDl (gorduras boas).

 

 

Fibras, vitaminas e minerais

 

 

Alimentos integrais (aveia, linhaça dourada moída, frutas com casca, verduras, pães e massas integrais) “grudam” nas gorduras diminuindo a absorção delas pelo organismo. Já as vitaminas e os minerais contribuem para a formação das células sanguíneas. coma açaí, romã, cenoura, tomate, alho, açafrão, gengibre, alecrim e cacau.

 

 

Abaixo frituras, alimentos processados e cigarro

 

 

Salgadinhos, comidas enlatadas, fritas e embutidas e queijos amarelos contêm muito sal e gorduras que entopem artérias, veias e vasos. O cigarro também interfere no suprimento de sangue para o coração. Aposte em folhas verdes, frutas vermelhas, castanhas, abacate, óleo de macadâmia e chá verde.

 

 

Exercícios regulares

 

 

Apenas 30 minutos de atividade física por dia ajuda a prevenir contra doenças do coração. Não tem tempo de malhar? Inclua os exercícios em sua rotina: use as escadas em vez de elevador, desça do ônibus algumas paradas antes da sua e caminhe, por exemplo.

 

 

Fonte: site Máxima 

 

Hábitos diários que prejudicam a saúde

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Conheça nove atitudes que podem ser prejudiciais à saúde, como deixar a escova de dente na pia do banheiro e comer diante da TV
 
 

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Em 140 decibéis o tímpanos poder ser tompidos
Foto: Dreamstime

 

1. Usar fones de ouvido em lugares barulhentos

 

 

Sim, é melhor ouvir música do que o zumzum de ambientes barulhentos. Porém, pesquisadores americanos descobriram que 80% das pessoas aumentam o som para além de 89 decibéis, o que implica risco de danos auditivos a longo prazo. “Em 140 decibéis podemos romper o tímpano e ficar surdos”, adverte Pedro Germano.

 

 

2. Deixar a escova de dentes sobre a pia do banheiro

 

 

Parece o lugar ideal, mas a cada descarga com a tampa do vaso sanitário erguida, um spray com bilhões de micróbios é lançado ao ar, fixando-se no chão, na pia e… na escova de dentes. O melhor a fazer, diz o biomédico Roberto figueiredo, o famoso dr. Bactéria, é secar a escova após o uso, borrifar antisséptico bucal nas cerdas e guardá-la na vertical num recipiente próprio dentro do armário. “antes de escovar os dentes, enxágue a escova para retirar o produto e troque-a a cada dois meses ou após gripes ou infecções.”

 

 

3. TV na sala de jantar

 

 

Desligue o aparelho se não quiser engordar! Estudo da Smell and Taste Treatment Research foundation, de chicago (EUa), revelou que as pessoas comem de 42% a 44% mais batatas fritas assistindo a filmes e shows, enquanto uma pesquisa publicada na revista americana Prevention constatou que o consumo de macarrão e queijo diante da telinha aumenta em até 71%.

 

 

“Quando comemos assim, não nos concentramos plenamente no alimento”, explica Marco antonio de Tommaso, da associação Brasileira para Estudos da Obesidade. “Com isso, além de mastigar mal, perdemos a noção do volume da comida ingerida. O ato de comer fica associado a estímulos externos e não à fome propriamente dita.”

 

 

4. Utilizar orelhões próximos a toaletes

 

 

Todo mundo prefere esses telefones porque estão numa área mais silenciosa das galerias e shoppings. Mas, da próxima vez que você precisar de um orelhão, lembrese do alerta do dr. Bactéria: “Estudos mostraram que esses aparelhos geralmente contêm coliformes fecais, o que significa que são ‘limpos’ com os mesmos panos usados para limpar banheiros”. Só para lembrar: coliformes fecais são bactérias normalmente encontradas no intestino.

 

 

Nova Imagem (2)Dormir com muitos cobertores pode reduzir o sono
Foto: Dreamstime

 

5. Dormir debaixo de pilhas de cobertores

 

 

Se é difícil adormecer, conte os cobertores que usa para se cobrir. Mais de um pode impedir que seu sono chegue, mesmo se o ar-condicionado estiver ligado. É que a queda da temperatura corporal, que ocorre quando deitamos, ajuda a nos deixar sonolentos, explica Helen Burgess, do Laboratório de Pesquisa de Ritmos Biológicos no Rush University Medical Center, em Chicago (EUA). Mas se você gosta dos cobertores, deixe os pés e as mãos de fora.

 

 

6. Manter remédios dentro do armário do banheiro

 

 

A maioria dos medicamentos deve ser armazenada em local fresco e seco – o oposto do ambiente de um banheiro. Um banho quente torna tudo úmido e abafado, com temperaturas que podem chegar a 38° C.

 

 

“O ideal é guardar remédios em armários arejados na despensa da cozinha, se ela for o local mais fresco da casa”, ensina Pedro Manuel Leal Germano, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

 

 

7. Fazer aulas de ginástica se olhando no espelho

 

 

Na academia, alunos extrovertidos preferem a fila da frente para corrigir os movimentos na parede espelhada e ter uma melhor visão de si próprios e do professor. “Só que há chance de que, por ocupar um lugar de destaque, você ultrapasse o limite que seu corpo suporta”, adverte Mauro Guiselini, precursor da ginástica aeróbica no Brasil. Numa pesquisa da Universidade McMasters, no Canadá, concluiu-se que mulheres que se exercitam num quarto espelhado são mais ansiosas por causa do desempenho que as que fazem exercício num ambiente sem espelhos.

 

 

8. Comer diante do computador

 

 

Teclados podem ser mais sujos do que assentos sanitários, diz a Sociedade Americana de Saúde e Epidemiologia. Motivo? As pessoas comem enquanto trabalham no computador, e os farelos que caem entre os dígitos alimentam os bichinhos que se concentram ali. “Portanto, lave as mãos após o uso do teclado, principalmente se você tem o hábito de se alimentar em frente à máquina”, recomenda o dr. Bactéria.

 

 

9. Ficar na mira do ventilador ou do ar frio

 

 

Dormir com o ventilador ou o ar-condicionado voltado para você favorece a chegada do sono nos dias quentes, mas provoca a queda da resistência imunológica, facilitando resfriados mesmo no verão. “Se o filtro do ar estiver sujo e o ventilador parecer um carpete cheio de pó, você pode ter doenças respiratórias. Limpe os aparelhos toda semana”, diz o dr. Bactéria.

 

 

Fonte: site Máxima

 

Brasília é cidade brasileira mais bem colocada em ranking de qualidade de vida

Comunicação Social da FUNCEF

 

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Parque da Cidade – Brasília

 

 

Brasília é a cidade brasileira mais bem colocada em ranking de qualidade de vida, ocupando o 101º lugar. Já Rio de Janeiro e São Paulo ficaram em 114° e 116° lugares, respectivamente. A lista, divulgada nesta terça-feira (29), tem como base a Pesquisa Mundial de Qualidade de Vida Mercer, que considerou 221 cidades em todo o mundo.

 

Em relação à segurança pessoal, considerando elementos como estabilidade interna, criminalidade, eficácia no cumprimento de leis e as relações internacionais do país destino, Brasília ocupa a 131a posição. Rio de Janeiro e São Paulo ocupam, respectivamente, a 172° e a 178°.

 

De acordo com o pesquisador sênior da Mercer, Slagin Parakatil, “as cidades que ocupam as melhores posições em segurança pessoal estão localizadas em países politicamente estáveis, com boas relações internacionais e crescimento econômico relativamente sustentável. A maioria das cidades com baixa classificação está em países com instabilidade civil, altos índices de criminalidade e baixo cumprimento de leis”.

 

Diferenças entre Américas

 

Nas Américas, as melhores posições do ranking de qualidade de vida são das cidades do Canadá. Vancouver (5°) possuiu o melhor índice de qualidade de vida, seguida por Ottawa (14°), Toronto (15°) e Montreal (22°). As melhores posições das cidades dos Estados Unidos ficaram com Honolulu (29°) e São Francisco (30°).

 

Na América Central e na América do Sul, as melhores posições são da Pointe-à-Pitre, em Guadalupe (63°), seguida por San Juan, em Porto Rico (72°), e Montevidéu, no Uruguai (77°). Porto Príncipe, no Haiti (218°), é a cidade que ocupa a posição mais baixa da região.

 

Já no ranking de segurança pessoal, as cidades canadenses também se destacam entre as melhores. As posições mais baixas, por outro lado, são dominadas por cidades da América do Sul e Central, com destaque para Caracas, no Venezuela (205°), novamente Porto Príncipe, no Haiti (202°), Bogotá, na Colômbia (196°) e Kingston, na Jamaica (192°).

 

“A disparidade nos padrões de vida entre a América do Norte e a América do Sul ainda é considerável. Ainda que uma série de países na América do Sul e na América Central tenha vivenciado mudanças positivas, os problemas políticos e de segurança são dois elementos que predominam na região. O tráfico de drogas, os cartéis de traficantes de drogas e os altos índices de criminalidade nas ruas, aliados a desastres naturais, continuam a prejudicar a qualidade de vida da região”, avalia Parakatil.

 

Europeias no topo

 

As cidades europeias dominam as melhores posições do ranking. Viena (Áustria) ficou como a mais bem classificada, seguida por Zurique (2°) e Munique (4°). A terceira posição é de Auckland (Nova Zelândia) e a quinta posição ficou com Dusseldorf, na Alemanha.

 

 

Parakatil analisa que as cidades europeias mantêm os altos padrões de vida sobretudo por disporem de infraestrutura sofisticada e moderna. Além disso, dispõem de instalações médicas, recreativas e de lazer de alto nível.

 

“Por outro lado, a turbulência econômica, as altas taxas de desemprego e a falta de confiança nas instituições políticas dificultam prever as suas posições no futuro. Países como Áustria, Alemanha e Suíça ainda são bem-sucedidas no ranking de qualidade de vida e segurança pessoal, apesar de não estarem imunes à diminuição nos padrões de vida se a incerteza persistir”, afirma Parakatil.

 

 

Fonte: InfoMoney

Instituto Nacional do Câncer divulgou lista de recomendações para o controle da mortalidade do câncer de mama

Comunicação Social da FUNCEF

 

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Entre as medidas, é estabelecido o prazo máximo de 3 meses entre o diagnóstico de tumor e a cirurgia.

 

O Instituto Nacional do Câncer divulgou no último dia 31 de outubro recomendações para controlar a mortalidade causada pelo câncer de mama. Entre as medidas, é estabelecido o prazo máximo de 3 meses entre o diagnóstico de tumor e a cirurgia. O período para o início das terapias complementares – como quimioterapia e radioterapia – é fixado entre 60 e 120 dias após o tratamento inicial.

 

 

A divulgação da lista de recomendações faz parte das ações da instituição no chamado ‘Outubro Rosa’, movimento internacional que busca chamar a atenção para importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

 

 

A realização de cirurgia logo após o diagnóstico garante maior sobrevida às pacientes. Pesquisas científicas mostram que uma demora superior a três meses compromete a expectativa de vida das mulheres. As pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) esperam, em média, 188 dias entre o diagnóstico e a cirurgia, segundo levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). No caso das pacientes que têm plano de saúde, a espera cai para 15 dias.

 

 

As recomendações divulgadas pelo Inca não possuem força de lei mas, se forem seguidas pelas Secretarias Municipais e Estaduais da Saúde e pelos consultórios particulares, têm potencial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes com tumores de mama. O câncer de mama é o que mais mata na população feminina: 12 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença.

 

 

Lista de recomendações do Inca:

 

 

1.    Ação rápida: Tratamento deve começar logo após o diagnóstico; cirurgia para retirada do tumor não deve ultrapassar prazo de 3 meses.

 

2.    Ação complementar: Prazo para início de tratamento de quimioterapia ou hormonioterapia é de 60 dias e o de radioterapia, 120 dias.

 

3.    Receptor hormonal: Diagnóstico deve ser complementado com avaliação de receptor hormonal.

 

4.    Atenção multidisciplinar: Tratamento deve contar com equipe que inclua médicos (cirurgião, oncologista clínico e um radioterapeuta), enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta.

 

5.    Abordagem humanizada: Ambiente para paciente diagnosticada receber cuidados deve respeitar sua autonomia, dignidade e confidencialidade.

 

6.    Registro de Câncer: Hospital onde paciente é acompanhada deve ter Registro de Câncer, para monitorar e avaliar a qualidade do tratamento.

 

7.    Cuidados paliativos: Paciente tem direito aos cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas e suporte social, espiritual e psicológico.

 

 

Fonte: Observatóriodegênero.gov.br

Ativos, felizes e saudáveis na terceira idade

Comunicação Social da FUNCEF

 

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Samuel gosta de praticar caminhada e musculação: “Sempre levei uma vida ativa. Não vejo motivos para parar agora”. 

 
Quando Clarita de Paula acordou no último 14 de dezembro sentiu-se diferente. Nesse dia, ela completou 70 anos. A ideia inicialmente provocou uma sensação estranha e um pouco desconfortável.

 

 “Nunca liguei para idade, mas dessa vez mexeu comigo. Na prática, a diferença não existe, mas na cabeça da gente, às vezes, é uma coisa esquisita.” O que Clarita sentiu é cada vez mais comum nas pessoas de terceira idade. Hoje, frequentemente, homens e mulheres dessa faixa etária dizem que não se sentem com a idade que têm. Os números podem até sugerir que estão velhos, mas eles vendem saúde e disposição. Clarita é um deles. Acorda cedo, cozinha, lê, escreve, faz musculação, vai ao cinema e aonde mais quiser.

 

 

A dona de casa faz parte de um grupo cada vez maior de idosos que buscam formas de manter a boa qualidade de vida com o passar dos anos. “Tem gente que pensa que, quando envelhecemos, não dá para fazer mais nada. Isso é bobagem. Não é porque sou idosa que tenho de estar caindo aos pedaços”, brinca Clarita. E não é preciso mesmo. É claro que os desafios surgem. Ao longo do tempo, os processos de reparação do organismo ficam mais lentos e o corpo fica mais suscetível a doenças que afetam o corpo e a mente. A depressão é uma ameaça, principalmente pela dificuldade de lidar com as perdas — sejam elas físicas, mentais ou até sentimentais, quando envolvem entes queridos. Mas especialistas garantem: a melhor forma de combater os problemas que vêm com o envelhecimento é não encará-lo de maneira negativa. Sentir-se incapaz é justamente o que deixa o idoso incapaz. Por isso, não dar espaço para pensamentos pessimistas é a melhor maneira de espantar as doenças.

 

 

É nisso que acredita Aldemita de Oliveira, 80 anos. Ao volante do seu carro, ela dirige por toda a cidade e coordena, como voluntária, quatro grupos semanais de idosos na Universidade de Brasília (UnB). Para ela, que adora ditados populares, aposentadoria não é sinônimo de inutilidade. “Existem idosos que vivem a vida dos filhos, que acham que não servem mais para nada. Eu não, estou muito viva.” Pianista talentosa, Aldemita se apresenta em saraus e faz cursos de literatura, crochê e trabalhos manuais. Para ela, não se pode ter medo de envelhecer. “Para morrer basta estar vivo.” E para acabar com qualquer dúvida de que ela aproveita muito bem a idade que tem, até criou seu próprio lema: “Envelhecer é como velejar: você não pode parar o vento, mas pode direcionar a vela para que o vento sopre a seu favor.”

 

 

Aprender sempre

  

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Lúcia não sofreu quando os filhos saíram de casa: ” Temos que viver as nossas vidas, ter nossos próprios afazeres”. 

 
A psicóloga Luci Bernardes enfatiza a importância de não ser pessimista com a velhice. Ela faz acompanhamento especial com idosos que têm dificuldades em lidar com o processo, que na verdade é uma constante da vida inteira. “A terceira idade está muito longe de ser uma fase improdutiva, em que apenas se espera a morte. Os idosos têm total capacidade de ser agentes participativos nos processos dinâmicos da vida”, afirma. Para isso, existem inúmeras opções de cursos, ocupações e atividades. Segundo a psicóloga, o importante é acrescentar vida ao dia a dia.

 

 

Para o fazendeiro Samuel Rocha Neiva, 67 anos, a idade é apenas um número. Enérgico e sempre ativo, o que ele não consegue é ficar parado. “Sempre levei uma ida ativa no campo. Gosto de ar puro, exercícios e de realizar atividades rurais. Não vejo motivos para parar agora.” Afastado temporariamente da sua fazenda em Paracatu (MG), ele aproveita o tempo em Brasília para praticar caminhadas e musculação, além de cuidar, mesmo a distância, de suas terras. “Ainda nem consigo me acostumar com o horário da cidade. Acordo às 3h30, nem que seja para ler.”

 

 

Para ele, o principal ingrediente para ter qualidade de vida em qualquer idade é saber ouvir e estar aberto a aprender sempre. “Os hospitais estariam bem mais vazios se cada um fizesse pelo menos três horas por dia de alguma atividade. Seja ela qual for, algo que ocupe a mente. Ficar sem fazer nada é a melhor coisa para ficar imaginando besteira.”

 

 

Pensamento semelhante é o de Ignez Gomes Carraca, 86 anos. Para ela, “mente vazia é oficina do diabo”. Voluntária no Hospital de Base, ela costura para comunidades carentes, ajuda em todas os eventos da Igrejinha da 308 Sul e ainda arruma tempo para assistir aos jogos de futebol do Flamengo, seu time de coração. “Não tenho tempo para pensar em idade”, diz.

 

 

Praticante de tai chi chuan, Ignez acredita que o segredo de envelhecer com qualidade de vida está no otimismo e na alegria. Lucia Andrade, 82 anos, compartilha desse pensamento. “Saio, vou ao shopping, ao cinema, acesso a internet, viajo. E adoro.” Depois de se casar e ter seis filhos, ela não sentiu os efeitos da chamada síndrome do ninho vazio, que provoca tristeza nos pais que veem os filhos saírem de casa. “Fiquei feliz por eles. Criamos os filhos para viver as vidas deles e temos que viver as nossas, ter nossos próprios afazeres”.

 

 
Amizades

 
A ocupação é um dos melhores remédios para não ficar preso a pensamentos pessimistas e sofrer de uma eventual depressão. O geriatra Renato Maia acredita que a terceira idade é um momento de se ocupar com algo prazeroso. “Não precisa ser necessariamente um emprego. O importante é que a pessoa tenha um projeto de vida. Uma atividade que lhe dê prazer, que lhe faça sentir-se útil. A aposentadoria sem projeto é um dos principais riscos à saúde”, alerta.

 

 

Os relacionamentos têm papel vital nesse sentido. Ser valorizado na família e ter um círculo de amigos próximos é extremamente importante para evitar que a pessoa se isole. “O que não pode acontecer é uma morte social. Há situações em que a pessoa não sai da cama, não convive com ninguém, não tem uma atividade. Isso não é viver, é sobreviver”.

 

 

Os laços de amizade foram decisivos para Mary Suzana, 68 anos. Há 26, ela frequenta o grupo de senhoras da Biblioteca Demonstrativa de Brasília. “Quando vim morar em Brasília, não conhecia ninguém e encontrei o grupo. Foi ótimo”, conta. Quando passou a frequentar a biblioteca, Mary nem pertencia à terceira idade e a troca de experiências com as amigas foi fundamental para que ela passasse sem traumas pela virada dos 60. “Idade nunca me atrapalhou em nada, sou agitada por natureza. Faço esportes, ioga e adoro sair para dançar com meu marido”.

 

 

Também assídua no grupo da biblioteca, Aldemita resume em seus ditados que a quantidade de velas no seu último bolo de aniversário não é motivo de infelicidade e sim de orgulho. Para ela, o melhor da terceira idade é ter vivido, porque a vida “é como andar de bicicleta: se parar, cai”. E, se depender dela, não vai parar tão cedo.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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