A receita para uma boa velhice

Comunicação Social da FUNCEF

 

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“Se quiser matar um idoso, jogue ele no canto e dê na mão dele água, comida, tudo. Não deixe ele fazer nada. Ele definha e morre.” O bancário aposentado César Martins Borba, 70 anos, não aceita ficar parado. Todas as quintas-feiras, ele vai ao encontro de outros idosos e participa das mais variadas atividades, que incluem jogos, teatro, palestras e workshops de trabalhos manuais. Para ele, os encontros do programa Curtindo a Vida com + de 60, iniciativa organizada pelos próprios idosos com a participação de voluntários, são uma forma de se distrair e, principalmente, escapar da solidão. “Em vez de ficar vendo televisão, venho me divertir, fazer amizades”, conta. Nos outros dias da semana, a rotina de César se divide ente as idas à Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade (ABCMI), à Associação Brasiliense de Aposentados do Banco Central (Abace) e às aulas de dança de salão. “Você tem que se envolver com alguma coisa. É que nem bicicleta: parou, caiu”, compara.

 

 

César é uma prova de que qualidade de vida para a terceira idade é sinônimo de movimento e interação. De acordo com o conceito adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), qualidade de vida quer dizer “bem-estar físico, mental e social do indivíduo”. Porém, é difícil classificar um conceito tão abstrato. Várias pesquisas sobre o assunto apontam que conhecer pessoas novas, conversar, trocar experiências e sentir-se útil são condições indispensáveis para que os mais velhos não se sintam deixados de lado. Uma delas, feita recentemente pela Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó), analisou a opinião de 17 pessoas com mais de 60 anos sobre o que seria saúde para elas. Os pesquisadores, então, classificaram as respostas em três categorias, que, de certa forma, resumem as necessidades que os idosos têm para ter uma vida confortável: “autonomia, funcionalidade e liberdade”, “saúde é a globalidade da vida” e “família e rede de apoio”. 

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A primeira categoria está relacionada principalmente ao aspecto físico. Ter um corpo que proporcione autonomia é fundamental, segundo os pesquisadores. Nesse caso, problemas de coluna, articulações enrijecidas e limitações de movimentos foram os fatores citados pelos entrevistados como os mais incômodos da velhice. O segundo grupo de respostas diz respeito à saúde do idoso de maneira global, levando em conta fatores biológicos, psicológicos e/ou sociais — ou o ambiente e as relações interpessoais a que eles estavam expostos. A saúde, segundo os estudiosos, seria “um processo vivenciado ao longo da história de cada um”, ou a percepção de que, para se chegar a uma idade avançada e poder afirmar-se saudável, é preciso ter “cuidado com a saúde em seu aspecto integral”. Na terceira, os idosos manifestaram a importância de contar com uma rede de apoio (familiar e estatal) para garantir que suas necessidades sejam atendidas.

 

 

Sentir-se útil

 

Ter a família por perto ajuda a manter estável a autoestima dos mais velhos, uma vez que os parentes representam o apoio social, material e afetivo que eles dificilmente teriam de outra maneira. Por isso, a família e os entes queridos constituem um elemento essencial para a saúde mental e emocional dos idosos, sendo apontados, inclusive, como o principal significado de suas vidas.

 

 

Segundo Nanci Soares, assistente social e professora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), os fatores que influenciam a qualidade de vida dos idosos estão divididos em intrínsecos (referentes à subjetividade de cada um, como manter hábitos saudáveis e evitar estresse) e extrínsecos (políticas sociais que atendam às necessidades dos idosos). “Além dos fatores psicológicos, o envelhecimento depende acima de tudo da cultura e do momento do desenvolvimento socioeconômico em que se encontra o idoso em cada país”, explica a autora de um estudo intitulado Envelhecimento e qualidade de vida do idoso.

 

 

Para a especialista, após ter suas necessidades físicas e emocionais garantidas, o idoso precisa ter com o que ocupar o tempo livre, um passo fundamental para que a pessoa tenha, realmente, qualidade de vida. Nanci ressalta, porém, que simplesmente dar algo para o idoso fazer não é suficiente. É preciso que ele perceba a atividade como algo realmente útil. “É preciso oferecer serviços de qualidade, fazendo com que as atividades oferecidas ao seguimento idoso tenham relevância social e atendam ao interesse desse público, considerando suas trajetórias de vida”, detalha a pesquisadora.

 

 

Cacilda Rosa Berttoni, 92 anos, sabe bem o que é se sentir sozinha. “Os jovens têm trabalho, os netos têm escola, os bisnetos também. Então, o idoso fica em casa, com o cachorro?”, questiona. Assim como César Borba, a enfermeira aposentada participa das atividades do Curtindo a Vida Com + de 60. E só a possibilidade de ficar sem os encontros semanais já é suficiente para tirá-la do sério. Ela lembra que uma vez o grupo de 50 idosos foi impedido de usar a sala da Administração do Lago Sul onde acontecem as reuniões. Segundo Cacilda, houve uma verdadeira revolução. “Enquanto umas senhoras oravam, as mais valentes e briguentas procuravam os políticos para resolver o problema”, relembra. Parentes jornalistas ou advogados foram convocados para a batalha, que acabou vitoriosa para os idosos. “Quem é mais velho, se ficar sozinho, acaba. Qualidade de vida é continuar em contato com eventos sociais”, opina.

 

 

Acomodação

 

Outro inimigo da qualidade de vida na velhice é a crença de que a falta de saúde é algo inevitável depois de uma certa idade. Em um estudo feito recentemente pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), descobriu-se que muitos idosos acreditam que problemas de saúde são consequências da idade e nada pode ser feito para mudá-los. Desirée Haikal, dentista e uma das autoras do trabalho, conta que, dos 45 idosos pesquisados, 75% sofriam impacto na qualidade de vida devido às condições bucais — mas 67% classificaram a saúde dos dentes como boa ou satisfatória. Na análise, os pesquisadores concluíram que os idosos tendem a subestimar os sintomas. Apenas quando os problemas de saúde passam a limitar atividades do dia a dia, como mastigar ou engolir, é que os entrevistados relatavam estar realmente com complicações.

 

 

“Como a maioria não tinha acesso a tratamentos odontológicos e informação sobre os problemas, eles se acomodam. É um mecanismo de defesa”, explica Desirée. Mesmo com dores bucais de toda sorte, ela conta que muitos nem cogitavam a possibilidade de corrigir os problemas. Contudo, a pesquisa também mostrou que, com tratamento acessível, dificilmente os idosos recusavam ajuda. “Como eles tinham certeza de que não iam conseguir se tratar, diziam que não queriam”, conta a dentista. “Quando a opção estava próxima e gratuita, todos quiseram.”

 

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Conheça o grupo

 

 

Curtindo a Vida Com + de 60

 

Os encontros do grupo acontecem às quintas-feiras, das 14h30 às 17h, no auditório da Administração Regional do Lago sul (QI 11). Das 50 vagas, 20% são reservadas para idosos que não moram no Lago Sul. As inscrições podem ser feitas na administração do bairro ou pelos telefones 3366-8309 (Eliane Guedes) e 3366-8314 (Jane Rocha).

 

 

Dicas

 

  

Veja algumas dicas para manter a qualidade de vida na terceira idade:

 

 

1. Produza, faça coisas novas, converse, movimente-se. Estar bem física e mentalmente é essencial para garantir o bem-estar

 

 

2. Cuide da sua saúde. Na terceira idade, é comum aparecerem incômodos como dores articulares, diminuição do tônus muscular e problemas de coluna. Procure ajuda médica, pois nada atrapalha mais a qualidade de vida do que não estar em plenas condições físicas

 

 

3. Não fume, não beba, mantenha uma dieta saudável com pouco sal, açúcar e gordura e pratique exercícios físicos frequentemente

 

 

4. Tome cuidado com o estresse do dia a dia. Controle suas emoções e pensamentos para ter uma vida mais leve e evitar doenças futuras ocasionadas pelas preocupações em excesso

 

 

5. Cative e mantenha uma rede de apoio. Além da família, amigos e até ajuda do governo fazem diferença na autoestima

 

 

6. Invista em leituras e em programas culturais. O cérebro precisa ser constantemente estimulado, não importa a idade

 

 

7. Procure atividades pela quais tenha real interesse, e não aquelas que servem apenas para “matar o tempo”. O intuito deve ser desenvolver uma nova habilidade e aprender coisas novas

 

 

**Leonardo Pitta, médico geriatra e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), responde alguns questionamentos:

 

 

1. Quais são os fatores que mais influenciam a qualidade de vida dos idosos?

 

Normalmente, tenta-se fazer uma definição do conceito de qualidade de vida. É difícil fazer isso, porque trata-se de um conceito amplo, que depende do ponto de vista histórico para que os fatores que o influenciam sejam entendidos. De maneira geral, se fosse para elencá-los, eu diria que o primeiro fator seria autonomia e independência para realizar atividades de gerenciamento da própria vida, como cuidados com a saúde e independência para gerenciar o convívio social e executar tarefas. Depois, ter acesso a cuidados de saúde de forma plena. Acesso ao lazer e à cultura e ter possibilidade de ter uma boa convivência social também são fatores importantes.

 

 

2. Qual é a importância da família e do ambiente em que o idoso está inserido?

 

É muito difícil querer colocar tudo em um fator só, pois a qualidade de vida é um conceito amplo que envolve a sensação de bem-estar que a pessoa tem. A família presente e o acesso ao amparo social fazem com que a pessoa consiga ter uma sensação de que a vida é boa, porque ela vai se sentir protegida se passar por uma doença ou mesmo quando as consequências da velhice começarem, como uma perda na qualidade da visão, por exemplo. Em primeiro plano, vem a família ou quem tem vínculos afetivos com o idoso: eles fazem com que, apesar dos infortúnios, eles se mantenham fortes para lidar com as adversidades.

 

 

3. O que pode minar o bem-estar dos idosos?

 

Tenho a impressão de que, quando a gente desmembra bem a questão de qualidade de vida individual, que é tentar aferir quanto a vida é boa, um grande fator para os idosos é a questão da permanência no convívio social. A sensação de desamparo quando o idoso está afastado da família ou quando não tem uma rede social que o faça se sentir protegido faz ele achar que a vida não é boa. As pessoas conseguem passar por situações adversas de diferentes formas, de acordo com a sensação de amparo que elas têm. Esse amparo pode ser uma sensação em relação à família presente, à prática da espiritualidade, enfim, qualquer rede que dê suporte.

 

 

Fonte: Especial para o Correio

7 segredos para envelhecer bem

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Veja o que fazer para envelhecer com saúde

 

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Seja otimista. Sua saúde agradece!
Foto: Getty Images

 

 

1. Consuma alimentos antioxidantes, como acerola, repolho roxo, abacaxi, chá verde, alho, frutas amarelas e verduras variadas (principalmente rúcula e agrião), pois eles retardam o envelhecimento.

 

 

2. Coma apenas para matar a fome (e não por gula). Exercite a sua força de vontade e fuja dos doces e frituras. Inclua chás e alimentos mais saudáveis no cardápio.

 

 

3. Tome uma taca de vinho tinto uma vez por semana. A bebida tem a capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas e possui até poder anticancerígeno.

 

 

4. Faça palavras cruzadas ou quebra-cabeça. Passatempos inteligentes fortalecem a sua memória.

 

 

5. Exercite o otimismo todos os dias. De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos – e publicado pela revista “Circulation” -, mulheres pessimistas tendem a apresentar pressão mais alta e índices maiores de colesterol.

 

 

6. Faça caminhadas leves. Inclua o exercício em sua rotina e você vai perceber que não apenas a sua forma física vai melhorar, como também o estresse diminuirá.

 

 

7. Vá ao dentista todos os anos. Quanto mais cuidado você tomar com seus dentes ao longo da vida, menos você terá que se preocupar com eles no futuro.

 

 

Fonte: ANAMARIA.com

Adote bons hábitos para cuidar do coração

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No dia a dia, afaste os vilões do seu coração mantendo uma alimentação equilibrada
Foto: Getty Images

 

O infarto e o derrame juntos são a principal causa de morte no mundo, atingindo cerca de 17 milhões de pessoas todos os anos. A maior causa dessas enfermidades são os maus hábitos. Segundo a Organização Mundial da Saúde e a Federação Mundial do Coração, os principais vilões que prejudicam o bom funcionamento do órgão são: cigarro, sedentarismo, obesidade, diabetes, pressão e colesterol altos.

 

 

Mas não fique aflita! Respire fundo, normalize os batimentos cardíacos e leia estas boas notícias. Com um comportamento preventivo, é possível evitar 80% das mortes.

 

 

O primeiro passo é detectar se você possui qualquer fator de risco: “cheque com o seu médico como anda a sua pressão arterial, os níveis de glicose e colesterol, e acompanhe os números periodicamente”, diz o cardiologista Antônio de Pádua Mansur, diretor da Unidade Clínica da Mulher do Incor (SP).

 

 

No dia a dia, afaste os vilões do seu coração mantendo uma alimentação equilibrada e exercitando-se regularmente.

 

 

Gordura do bem

 

 

Azeites extravirgem, peixes, oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas) e abacate ajudam a prevenir doenças em geral. eles diminuem a absorção de lDl (gorduras ruins) e aumentam a de HDl (gorduras boas).

 

 

Fibras, vitaminas e minerais

 

 

Alimentos integrais (aveia, linhaça dourada moída, frutas com casca, verduras, pães e massas integrais) “grudam” nas gorduras diminuindo a absorção delas pelo organismo. Já as vitaminas e os minerais contribuem para a formação das células sanguíneas. coma açaí, romã, cenoura, tomate, alho, açafrão, gengibre, alecrim e cacau.

 

 

Abaixo frituras, alimentos processados e cigarro

 

 

Salgadinhos, comidas enlatadas, fritas e embutidas e queijos amarelos contêm muito sal e gorduras que entopem artérias, veias e vasos. O cigarro também interfere no suprimento de sangue para o coração. Aposte em folhas verdes, frutas vermelhas, castanhas, abacate, óleo de macadâmia e chá verde.

 

 

Exercícios regulares

 

 

Apenas 30 minutos de atividade física por dia ajuda a prevenir contra doenças do coração. Não tem tempo de malhar? Inclua os exercícios em sua rotina: use as escadas em vez de elevador, desça do ônibus algumas paradas antes da sua e caminhe, por exemplo.

 

 

Fonte: site Máxima

 

Hábitos diários que prejudicam a saúde

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Conheça nove atitudes que podem ser prejudiciais à saúde, como deixar a escova de dente na pia do banheiro e comer diante da TV

 

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Em 140 decibéis o tímpanos poder ser tompidos
Foto: Dreamstime

 

1. Usar fones de ouvido em lugares barulhentos

 

 

Sim, é melhor ouvir música do que o zumzum de ambientes barulhentos. Porém, pesquisadores americanos descobriram que 80% das pessoas aumentam o som para além de 89 decibéis, o que implica risco de danos auditivos a longo prazo. “Em 140 decibéis podemos romper o tímpano e ficar surdos”, adverte Pedro Germano.

 

 

2. Deixar a escova de dentes sobre a pia do banheiro

 

 

Parece o lugar ideal, mas a cada descarga com a tampa do vaso sanitário erguida, um spray com bilhões de micróbios é lançado ao ar, fixando-se no chão, na pia e… na escova de dentes. O melhor a fazer, diz o biomédico Roberto figueiredo, o famoso dr. Bactéria, é secar a escova após o uso, borrifar antisséptico bucal nas cerdas e guardá-la na vertical num recipiente próprio dentro do armário. “antes de escovar os dentes, enxágue a escova para retirar o produto e troque-a a cada dois meses ou após gripes ou infecções.”

 

 

3. TV na sala de jantar

 

 

Desligue o aparelho se não quiser engordar! Estudo da Smell and Taste Treatment Research foundation, de chicago (EUa), revelou que as pessoas comem de 42% a 44% mais batatas fritas assistindo a filmes e shows, enquanto uma pesquisa publicada na revista americana Prevention constatou que o consumo de macarrão e queijo diante da telinha aumenta em até 71%.

 

 

“Quando comemos assim, não nos concentramos plenamente no alimento”, explica Marco antonio de Tommaso, da associação Brasileira para Estudos da Obesidade. “Com isso, além de mastigar mal, perdemos a noção do volume da comida ingerida. O ato de comer fica associado a estímulos externos e não à fome propriamente dita.”

 

 

4. Utilizar orelhões próximos a toaletes

 

 

Todo mundo prefere esses telefones porque estão numa área mais silenciosa das galerias e shoppings. Mas, da próxima vez que você precisar de um orelhão, lembrese do alerta do dr. Bactéria: “Estudos mostraram que esses aparelhos geralmente contêm coliformes fecais, o que significa que são ‘limpos’ com os mesmos panos usados para limpar banheiros”. Só para lembrar: coliformes fecais são bactérias normalmente encontradas no intestino.

 

 

Nova Imagem (2)Dormir com muitos cobertores pode reduzir o sono
Foto: Dreamstime

 

5. Dormir debaixo de pilhas de cobertores

 

 

Se é difícil adormecer, conte os cobertores que usa para se cobrir. Mais de um pode impedir que seu sono chegue, mesmo se o ar-condicionado estiver ligado. É que a queda da temperatura corporal, que ocorre quando deitamos, ajuda a nos deixar sonolentos, explica Helen Burgess, do Laboratório de Pesquisa de Ritmos Biológicos no Rush University Medical Center, em Chicago (EUA). Mas se você gosta dos cobertores, deixe os pés e as mãos de fora.

 

 

6. Manter remédios dentro do armário do banheiro

 

 

A maioria dos medicamentos deve ser armazenada em local fresco e seco – o oposto do ambiente de um banheiro. Um banho quente torna tudo úmido e abafado, com temperaturas que podem chegar a 38° C.

 

 

“O ideal é guardar remédios em armários arejados na despensa da cozinha, se ela for o local mais fresco da casa”, ensina Pedro Manuel Leal Germano, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

 

 

7. Fazer aulas de ginástica se olhando no espelho

 

 

Na academia, alunos extrovertidos preferem a fila da frente para corrigir os movimentos na parede espelhada e ter uma melhor visão de si próprios e do professor. “Só que há chance de que, por ocupar um lugar de destaque, você ultrapasse o limite que seu corpo suporta”, adverte Mauro Guiselini, precursor da ginástica aeróbica no Brasil. Numa pesquisa da Universidade McMasters, no Canadá, concluiu-se que mulheres que se exercitam num quarto espelhado são mais ansiosas por causa do desempenho que as que fazem exercício num ambiente sem espelhos.

 

 

8. Comer diante do computador

 

 

Teclados podem ser mais sujos do que assentos sanitários, diz a Sociedade Americana de Saúde e Epidemiologia. Motivo? As pessoas comem enquanto trabalham no computador, e os farelos que caem entre os dígitos alimentam os bichinhos que se concentram ali. “Portanto, lave as mãos após o uso do teclado, principalmente se você tem o hábito de se alimentar em frente à máquina”, recomenda o dr. Bactéria.

 

 

9. Ficar na mira do ventilador ou do ar frio

 

 

Dormir com o ventilador ou o ar-condicionado voltado para você favorece a chegada do sono nos dias quentes, mas provoca a queda da resistência imunológica, facilitando resfriados mesmo no verão. “Se o filtro do ar estiver sujo e o ventilador parecer um carpete cheio de pó, você pode ter doenças respiratórias. Limpe os aparelhos toda semana”, diz o dr. Bactéria.

 

 

Fonte: site Máxima

 

Brasília é cidade brasileira mais bem colocada em ranking de qualidade de vida

Comunicação Social da FUNCEF

 

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Parque da Cidade – Brasília

 

 

Brasília é a cidade brasileira mais bem colocada em ranking de qualidade de vida, ocupando o 101º lugar. Já Rio de Janeiro e São Paulo ficaram em 114° e 116° lugares, respectivamente. A lista, divulgada nesta terça-feira (29), tem como base a Pesquisa Mundial de Qualidade de Vida Mercer, que considerou 221 cidades em todo o mundo.

 

Em relação à segurança pessoal, considerando elementos como estabilidade interna, criminalidade, eficácia no cumprimento de leis e as relações internacionais do país destino, Brasília ocupa a 131a posição. Rio de Janeiro e São Paulo ocupam, respectivamente, a 172° e a 178°.

 

De acordo com o pesquisador sênior da Mercer, Slagin Parakatil, “as cidades que ocupam as melhores posições em segurança pessoal estão localizadas em países politicamente estáveis, com boas relações internacionais e crescimento econômico relativamente sustentável. A maioria das cidades com baixa classificação está em países com instabilidade civil, altos índices de criminalidade e baixo cumprimento de leis”.

 

Diferenças entre Américas

 

Nas Américas, as melhores posições do ranking de qualidade de vida são das cidades do Canadá. Vancouver (5°) possuiu o melhor índice de qualidade de vida, seguida por Ottawa (14°), Toronto (15°) e Montreal (22°). As melhores posições das cidades dos Estados Unidos ficaram com Honolulu (29°) e São Francisco (30°).

 

Na América Central e na América do Sul, as melhores posições são da Pointe-à-Pitre, em Guadalupe (63°), seguida por San Juan, em Porto Rico (72°), e Montevidéu, no Uruguai (77°). Porto Príncipe, no Haiti (218°), é a cidade que ocupa a posição mais baixa da região.

 

Já no ranking de segurança pessoal, as cidades canadenses também se destacam entre as melhores. As posições mais baixas, por outro lado, são dominadas por cidades da América do Sul e Central, com destaque para Caracas, no Venezuela (205°), novamente Porto Príncipe, no Haiti (202°), Bogotá, na Colômbia (196°) e Kingston, na Jamaica (192°).

 

“A disparidade nos padrões de vida entre a América do Norte e a América do Sul ainda é considerável. Ainda que uma série de países na América do Sul e na América Central tenha vivenciado mudanças positivas, os problemas políticos e de segurança são dois elementos que predominam na região. O tráfico de drogas, os cartéis de traficantes de drogas e os altos índices de criminalidade nas ruas, aliados a desastres naturais, continuam a prejudicar a qualidade de vida da região”, avalia Parakatil.

 

Europeias no topo

 

As cidades europeias dominam as melhores posições do ranking. Viena (Áustria) ficou como a mais bem classificada, seguida por Zurique (2°) e Munique (4°). A terceira posição é de Auckland (Nova Zelândia) e a quinta posição ficou com Dusseldorf, na Alemanha.

 

 

Parakatil analisa que as cidades europeias mantêm os altos padrões de vida sobretudo por disporem de infraestrutura sofisticada e moderna. Além disso, dispõem de instalações médicas, recreativas e de lazer de alto nível.

 

“Por outro lado, a turbulência econômica, as altas taxas de desemprego e a falta de confiança nas instituições políticas dificultam prever as suas posições no futuro. Países como Áustria, Alemanha e Suíça ainda são bem-sucedidas no ranking de qualidade de vida e segurança pessoal, apesar de não estarem imunes à diminuição nos padrões de vida se a incerteza persistir”, afirma Parakatil.

 

 

Fonte: InfoMoney

Instituto Nacional do Câncer divulgou lista de recomendações para o controle da mortalidade do câncer de mama

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Entre as medidas, é estabelecido o prazo máximo de 3 meses entre o diagnóstico de tumor e a cirurgia.

 

O Instituto Nacional do Câncer divulgou no último dia 31 de outubro recomendações para controlar a mortalidade causada pelo câncer de mama. Entre as medidas, é estabelecido o prazo máximo de 3 meses entre o diagnóstico de tumor e a cirurgia. O período para o início das terapias complementares – como quimioterapia e radioterapia – é fixado entre 60 e 120 dias após o tratamento inicial.

 

 

A divulgação da lista de recomendações faz parte das ações da instituição no chamado ‘Outubro Rosa’, movimento internacional que busca chamar a atenção para importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

 

 

A realização de cirurgia logo após o diagnóstico garante maior sobrevida às pacientes. Pesquisas científicas mostram que uma demora superior a três meses compromete a expectativa de vida das mulheres. As pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) esperam, em média, 188 dias entre o diagnóstico e a cirurgia, segundo levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). No caso das pacientes que têm plano de saúde, a espera cai para 15 dias.

 

 

As recomendações divulgadas pelo Inca não possuem força de lei mas, se forem seguidas pelas Secretarias Municipais e Estaduais da Saúde e pelos consultórios particulares, têm potencial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes com tumores de mama. O câncer de mama é o que mais mata na população feminina: 12 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença.

 

 

Lista de recomendações do Inca:

 

 

1.    Ação rápida: Tratamento deve começar logo após o diagnóstico; cirurgia para retirada do tumor não deve ultrapassar prazo de 3 meses.

 

2.    Ação complementar: Prazo para início de tratamento de quimioterapia ou hormonioterapia é de 60 dias e o de radioterapia, 120 dias.

 

3.    Receptor hormonal: Diagnóstico deve ser complementado com avaliação de receptor hormonal.

 

4.    Atenção multidisciplinar: Tratamento deve contar com equipe que inclua médicos (cirurgião, oncologista clínico e um radioterapeuta), enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta.

 

5.    Abordagem humanizada: Ambiente para paciente diagnosticada receber cuidados deve respeitar sua autonomia, dignidade e confidencialidade.

 

6.    Registro de Câncer: Hospital onde paciente é acompanhada deve ter Registro de Câncer, para monitorar e avaliar a qualidade do tratamento.

 

7.    Cuidados paliativos: Paciente tem direito aos cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas e suporte social, espiritual e psicológico.

 

 

Fonte: Observatóriodegênero.gov.br

Ativos, felizes e saudáveis na terceira idade

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Samuel gosta de praticar caminhada e musculação: “Sempre levei uma vida ativa. Não vejo motivos para parar agora”. 


Quando Clarita de Paula acordou no último 14 de dezembro sentiu-se diferente. Nesse dia, ela completou 70 anos. A ideia inicialmente provocou uma sensação estranha e um pouco desconfortável.

 

 “Nunca liguei para idade, mas dessa vez mexeu comigo. Na prática, a diferença não existe, mas na cabeça da gente, às vezes, é uma coisa esquisita.” O que Clarita sentiu é cada vez mais comum nas pessoas de terceira idade. Hoje, frequentemente, homens e mulheres dessa faixa etária dizem que não se sentem com a idade que têm. Os números podem até sugerir que estão velhos, mas eles vendem saúde e disposição. Clarita é um deles. Acorda cedo, cozinha, lê, escreve, faz musculação, vai ao cinema e aonde mais quiser.

 

 

A dona de casa faz parte de um grupo cada vez maior de idosos que buscam formas de manter a boa qualidade de vida com o passar dos anos. “Tem gente que pensa que, quando envelhecemos, não dá para fazer mais nada. Isso é bobagem. Não é porque sou idosa que tenho de estar caindo aos pedaços”, brinca Clarita. E não é preciso mesmo. É claro que os desafios surgem. Ao longo do tempo, os processos de reparação do organismo ficam mais lentos e o corpo fica mais suscetível a doenças que afetam o corpo e a mente. A depressão é uma ameaça, principalmente pela dificuldade de lidar com as perdas — sejam elas físicas, mentais ou até sentimentais, quando envolvem entes queridos. Mas especialistas garantem: a melhor forma de combater os problemas que vêm com o envelhecimento é não encará-lo de maneira negativa. Sentir-se incapaz é justamente o que deixa o idoso incapaz. Por isso, não dar espaço para pensamentos pessimistas é a melhor maneira de espantar as doenças.

 

 

É nisso que acredita Aldemita de Oliveira, 80 anos. Ao volante do seu carro, ela dirige por toda a cidade e coordena, como voluntária, quatro grupos semanais de idosos na Universidade de Brasília (UnB). Para ela, que adora ditados populares, aposentadoria não é sinônimo de inutilidade. “Existem idosos que vivem a vida dos filhos, que acham que não servem mais para nada. Eu não, estou muito viva.” Pianista talentosa, Aldemita se apresenta em saraus e faz cursos de literatura, crochê e trabalhos manuais. Para ela, não se pode ter medo de envelhecer. “Para morrer basta estar vivo.” E para acabar com qualquer dúvida de que ela aproveita muito bem a idade que tem, até criou seu próprio lema: “Envelhecer é como velejar: você não pode parar o vento, mas pode direcionar a vela para que o vento sopre a seu favor.”

 

 

Aprender sempre

  

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Lúcia não sofreu quando os filhos saíram de casa: ” Temos que viver as nossas vidas, ter nossos próprios afazeres”. 


A psicóloga Luci Bernardes enfatiza a importância de não ser pessimista com a velhice. Ela faz acompanhamento especial com idosos que têm dificuldades em lidar com o processo, que na verdade é uma constante da vida inteira. “A terceira idade está muito longe de ser uma fase improdutiva, em que apenas se espera a morte. Os idosos têm total capacidade de ser agentes participativos nos processos dinâmicos da vida”, afirma. Para isso, existem inúmeras opções de cursos, ocupações e atividades. Segundo a psicóloga, o importante é acrescentar vida ao dia a dia.

 

 

Para o fazendeiro Samuel Rocha Neiva, 67 anos, a idade é apenas um número. Enérgico e sempre ativo, o que ele não consegue é ficar parado. “Sempre levei uma ida ativa no campo. Gosto de ar puro, exercícios e de realizar atividades rurais. Não vejo motivos para parar agora.” Afastado temporariamente da sua fazenda em Paracatu (MG), ele aproveita o tempo em Brasília para praticar caminhadas e musculação, além de cuidar, mesmo a distância, de suas terras. “Ainda nem consigo me acostumar com o horário da cidade. Acordo às 3h30, nem que seja para ler.”

 

 

Para ele, o principal ingrediente para ter qualidade de vida em qualquer idade é saber ouvir e estar aberto a aprender sempre. “Os hospitais estariam bem mais vazios se cada um fizesse pelo menos três horas por dia de alguma atividade. Seja ela qual for, algo que ocupe a mente. Ficar sem fazer nada é a melhor coisa para ficar imaginando besteira.”

 

 

Pensamento semelhante é o de Ignez Gomes Carraca, 86 anos. Para ela, “mente vazia é oficina do diabo”. Voluntária no Hospital de Base, ela costura para comunidades carentes, ajuda em todas os eventos da Igrejinha da 308 Sul e ainda arruma tempo para assistir aos jogos de futebol do Flamengo, seu time de coração. “Não tenho tempo para pensar em idade”, diz.

 

 

Praticante de tai chi chuan, Ignez acredita que o segredo de envelhecer com qualidade de vida está no otimismo e na alegria. Lucia Andrade, 82 anos, compartilha desse pensamento. “Saio, vou ao shopping, ao cinema, acesso a internet, viajo. E adoro.” Depois de se casar e ter seis filhos, ela não sentiu os efeitos da chamada síndrome do ninho vazio, que provoca tristeza nos pais que veem os filhos saírem de casa. “Fiquei feliz por eles. Criamos os filhos para viver as vidas deles e temos que viver as nossas, ter nossos próprios afazeres”.

 


Amizades


A ocupação é um dos melhores remédios para não ficar preso a pensamentos pessimistas e sofrer de uma eventual depressão. O geriatra Renato Maia acredita que a terceira idade é um momento de se ocupar com algo prazeroso. “Não precisa ser necessariamente um emprego. O importante é que a pessoa tenha um projeto de vida. Uma atividade que lhe dê prazer, que lhe faça sentir-se útil. A aposentadoria sem projeto é um dos principais riscos à saúde”, alerta.

 

 

Os relacionamentos têm papel vital nesse sentido. Ser valorizado na família e ter um círculo de amigos próximos é extremamente importante para evitar que a pessoa se isole. “O que não pode acontecer é uma morte social. Há situações em que a pessoa não sai da cama, não convive com ninguém, não tem uma atividade. Isso não é viver, é sobreviver”.

 

 

Os laços de amizade foram decisivos para Mary Suzana, 68 anos. Há 26, ela frequenta o grupo de senhoras da Biblioteca Demonstrativa de Brasília. “Quando vim morar em Brasília, não conhecia ninguém e encontrei o grupo. Foi ótimo”, conta. Quando passou a frequentar a biblioteca, Mary nem pertencia à terceira idade e a troca de experiências com as amigas foi fundamental para que ela passasse sem traumas pela virada dos 60. “Idade nunca me atrapalhou em nada, sou agitada por natureza. Faço esportes, ioga e adoro sair para dançar com meu marido”.

 

 

Também assídua no grupo da biblioteca, Aldemita resume em seus ditados que a quantidade de velas no seu último bolo de aniversário não é motivo de infelicidade e sim de orgulho. Para ela, o melhor da terceira idade é ter vivido, porque a vida “é como andar de bicicleta: se parar, cai”. E, se depender dela, não vai parar tão cedo.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

Mantenha-se financeiramente equilibrado durante a aposentadoria

Comunicação Social da FUNCEF

 

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Algumas pessoas acham que, uma vez aposentadas, podem simplesmente relaxar, usufruindo de suas economias e benefícios de aposentadoria. Mas elas deveriam rever seu portfólio ao menos uma vez por ano para assegurar ter a combinação certa de ações, títulos e poupança suficiente para atender suas necessidades atuais e futuras.

 

Não é preciso muito pra distorcer seu equilíbrio em investimentos, mesmo quem está aposentado. Um mercado de ações volátil pode aumentar significativamente esse pedaço do bolo e reduzir outros e a mudança na concentração pode colocar em risco seus objetivos.

 

Se você tem um assessor financeiro em quem confia, não o demita quando se aposentar. Planeje se reunir com ele uma ou duas vezes ao ano para rever seu portfólio e use essa oportunidade para descutir estratégias tributárias e qualquer alteração na sua situação econômica, como problemas de saúde.

 

Reavaliando seus objetivos

Tão importante quando rever seu portfólio regularmente na aposentadoria é rever e reavaliar seus objetivos. As circunstâncias podem mudar radicalmente e essas mudanças podem ter um impacto profundo na sua segurança financeira.

 

Não são só as coisas óbvias como sua saúde física ou uma incerteza na economia. Você pode se encontrar em um sanduíche familiar – ajudando seus filhos durante a faculdade ao mesmo tempo em que assume maior responsabilidade em cuidar de seus pais na velhice. Mudanças na lei tributária, nos benefícios da seguridade social e nas regras de planos de aposentadoria podem ocorrer a qualquer momento; quando você já está aposentado, suas opções para se adequar a essas mudanças podem ser mais limitadas.

 

E, se você quiser deixar algo para seus herdeiros, terá que assumir mais riscos do que o planejado inicialmente. Pesquisadores da T. Rowe Price, renomada companhia de gestão de investimentos americana, fizeram um estudo sobre dois portfólios contendo $500.000 cada um, com uma retirada no primeiro ano de 4,5% e retiradas corrigidas pela inflação pelos 29 anos seguintes. Ao final de 30 anos, um portfólio com uma combinação de 80-20 de ações e títulos (80% em ações e 20% em títulos) valeria hoje US$ 495.000. Mas um portfólio conservador – um com 20 porcento em ações, 30 porcento em títulos de curto prazo e 50 porcento em outro títulos – valeria míseros US$ 180.000 depois de 30 anos.

 

Não pare de pensar nos seus objetivos só porque se deu mal da última vez. Segurança financeira é uma disciplina ampla, afetada por praticamente todas as outras áreas da sua vida. Parte do processo de manter o equilíbrio é reconhecer como as mudanças irão afetar o que você almeja da vida e como você irá reagir a elas.

 

Evitando erros comuns (e caros)

A aposentadoria está mais complicada do que nunca. Não se pode contar com o recebimento da mesma pensão mensalmente para o resto da vida, incrementada pelos benefícios da seguridade social ajustados pela inflação. Hoje em dia, você precisa estar no comando do seu plano financeiro ou pode facilmente se ver pagando um preço alto pela falta de atenção, adiamentos ou ignorancia.

 

Não economizar o suficiente

Muita gente negligencia seu próprio plano de economia, imaginando que poderão viver bem pela seguridade social.

 

Fazendo suposições falsas

O senso comum diz que você precisará de menos que sua renda atual para os seus gastos e terá uma folga tributária quando se aposentar. Mas o senso comum, ainda que confortável, não é necessariamente correto.

 

A inflação é outro fator comumente desprezado nos planos de aposentadoria. Digamos que você saque R$ 10.000 de seu fundo no primeiro ano de aposentadoria, e a inflação está em 3 porcento. No segundo ano de aposentadoria você precisará sacar R$ 10.300 para manter o mesmo padrão de vida que teve no primeiro ano. Se a inflação permanecer em 3 porcento ao ano, no seu quinto ano de aposentadoria, terá de sacar cerca de R$ 11.600 para ter o mesmo poder de consumo que teve no primeiro ano. Em 20 anos você precisará de mais de R$ 18.000 para comprar o que comprou com R$ 10.000 quando se aposentou.

 

As grandes companhias de investimento aconselham os trabalhadores a presumir que terão de repor 80 porcento de suas rendas quando se aposentarem. Mas o quanto você realmente precisará para viver depende tanto de circunstâncias individuais (se ainda terá parcelas da hipoteca, por exemplo ou se desejará desfrutar de coisas caras como viagens internacionais) que se torna difícil determinar uma quantia que se adeque a todos. Uma regra preciosa: estime os gastos que terá quando se aposentar e adicione 5%. Dessa forma, mesmo se tiver subestimado os impostos e a inflação, terá construído um pé-de-meia para bancar – ou ao menos amenizar – despesas adicionais.

 

Gastanto muito e muito cedo

Muitos aposentados tem planos caros para os primeiros anos de aposentadoria. Podem querer viajar ou reformar a casa ou comprar aquele carro que sempre quiseram. E eles normalmente usam dados históricos nos seus cálculos de aposentadoria para decidir quanto podem sacar a cada ano.

 

O problema é que, quando você começa a gastar, o retorno histórico é insignificante. O único número que importa é o retorno anual dos seus investimentos. Se suas contas renderam em média 10 porcento ao ano enquanto estava economizando, você pode achar que é possível sacar 7 porcento no seu primeiro ano e ainda estará muito bem. Mas suponha que suas economias renderam somente 5 porcento nesse primeiro ano. Ou suponha que o mercado esteve mal neste ano e seus investimentos ficaram praticamente estáveis. E agora?

 

Aqui é que a história nos mostra uma advertência. Por exemplo, nos EUA quem se aposentou em 1972 com US$1 milhão e sacou 7 porcento no primeiro ano e depois os mesmos 7 porcento mais a inflação nos anos subsequentes, estava quebrado em dez anos. Por quê? Porque uma tremenda crise abalou o mercado em 1973 e 1974 (o S&P 500 caiu vertiginosamente 40 porcento) e os Estados Unidos aferiram índices de inflação de dois dígitos por anos.

 

Lá a maioria dos especialistas financeiros recomenda uma retirada de 4 porcento no primeiro ano de aposentadoria e depois basear os futuros saques nesses 4 porcento mais a inflação. Depedendendo de como o seu portfólio estiver posicionado, essa estratégia lhe dá praticamente a certeza de que seu dinheiro durará por 30 anos.

 

Os aposentados tem a mesma recuperação rápida em crises de mercado ou períodos de alta inflação que os jovens trabalhadores possuem. A melhor maneira de se precaver dos altos e baixos do mercado é agindo como se estivesse numa eterna crise: mantenha um controle razoável dos seus gastos, mesmo quando a economia vai bem.

 

Sacando das contas erradas

Embora muita gente saiba como devem alocar suas economias para ter o máximo de ganho e um mínimo de risco, há muitos aposentados que não sabem que a forma de retirar seus recursos de aposentadoria pode ter um impacto enorme na sua situação fiscal e até na sua renda.

 

Para a maioria dos aposentados, faz sentido sacar primeiro o dinheiro de seus investimentos de curto prazo. Investimentos de longo prazo tendem a ser mais voláteis e você corre o risco de comprar caro e vender barato se entrar neles no momento errado.

 

Planejamento tributário é tão importante na aposentadoria quanto durante sua vida economicamente ativa. Revise suas finanças para determinar o nível de impostos para cada ano e então decida se faz sentido sacar dinheiro de seu fundo de aposentadoria para reduzir sua tributação futura.

 

Fonte: educacaofinanceira.com

Benefícios da vitamina D vão além dos ossos

Comunicação Social da FUNCEF

Pesquisas recentes apontam que a vitamina ativada pelo sol tem outras funções como proteger o coração

 

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A vitamina D, ativada principalmente pelos raios solares, é fundamental para o desenvolvimento de ossos firmes e fortes. E uma série de estudos científicos recentes, publicados na edição de março de 2011 da revista BOA FORMA, tem mostrado que o poder desse nutriente vai muito além: ele reforça a imunidade, protege o coração e até ajuda você a emagrecer.

 

 

Sem a vitamina D apenas 15% do cálcio e 60% do fósforo ingeridos seriam absorvidos pelo organismo, segundo o médico americano Michael Holick, professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e autor do livro The “Vitamin D Solution”, sem edição em português. Mas as vantagens não param aí.

 

 

Imunidade garantida
Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que pessoas com níveis adequados de vitamina D são mais resistentes à contaminação por vírus e bactérias do que quem tem deficiência do nutriente. E mais: se recuperam mais depressa quando ficam doentes. “Essa vitamina é um importante modulador das células de defesa do organismo”, explica a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo. Ela também estimula os glóbulos brancos do sangue a fabricar um tipo de proteína que combate infecções.

 

 

Peso sob controle
Como a vitamina D está envolvida na produção da insulina, é bom pensar nela se o ponteiro da balança estacionou. A carência dessa vitamina reduz os receptores para insulina nas células, levando à resistência ao hormônio. Com isso, o pâncreas tem que produzir mais insulina, o que prejudica o processamento do açúcar, aumenta o acúmulo de gordura e de substâncias inflamatórias e estimula o apetite.

 

 

TPM à distância
A vitamina D está envolvida na regulação dos níveis de cálcio no organismo, mineral que alivia as contrações musculares que provocam cólicas. Pesquisadores da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, acompanharam durante dez anos a dieta de um grupo de mulheres que sofriam de tensão pré-menstrual e de outro de voluntárias sem queixas e concluíram: aquelas que consumiam regularmente leite, queijo e iogurte, fontes dessa vitamina, relataram menos sintomas de TPM.

 

 

Coração protegido
Como atua na nutrição muscular, a vitamina D tem papel-chave no condicionamento do músculo cardíaco e no bombeamento do sangue. Ela também participa da produção de renina, um dos hormônios mais importantes para o controle da pressão arterial. Por fim, níveis baixos dessa vitamina no organismo levam ao aumento da quantidade de insulina no sangue, o que faz crescer o perigo de diabetes, obesidade e hipertensão, males que ameaçam a saúde cardiovascular.

 

 

Manual do sol
Tente tomar sol entre 10h e 14h, mas atenção: bastam 15 minutos por dia! Não use protetor solar, pois o produto absorve os raios UV, impedindo que eles cheguem até a pele e façam a síntese do precursor 7-dehidrocolesterol em vitamina D. Pegar sol nos braços e nas pernas, desde que totalmente descobertos, é o bastante. Não precisa expor o rosto.

 

Fonte: Site Boa Forma

Comer carne vermelha pode aumentar risco de surgimento do diabetes tipo 2

Comunicação Social da FUNCEF

 

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Para quem é diabético, doces, biscoitos e refrigerantes são itens proibidos no carrinho do supermercado — pelo menos, os tradicionais. Não é só com o açúcar, entretanto, que essas pessoas precisam se preocupar. De acordo com um estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o alto consumo de carne vermelha — especialmente a processada, como bacon, salsicha, linguiça ou presunto — aumenta a probabilidade de também desenvolver diabetes tipo 2. Como era de se esperar, a pesquisa apontou que a diminuição ou a substituição desse tipo de alimento por opções mais saudáveis, com baixo teor de gordura, por exemplo, reduz significativamente esse risco. A versão on-line do trabalho foi divulgada no site da revista American Journal of Clinical Nutrition e aparecerá na edição impressa da publicação em outubro.

 

 

Após analisar os hábitos alimentares dos participantes, levando em consideração a idade, o índice de massa corporal (IMC) e o estilo de vida, os estudiosos chegaram à conclusão de que pessoas que costumam consumir uma porção de 100g diárias de carne vermelha não processada têm 19% mais chances de ficarem diabéticas. A situação piora — e muito — para quem consome carnes processadas. Com apenas metade dessa porção — o equivalente a uma salsicha —, os riscos dos consumidores virarem portadores da doença sobem 51%. A melhor alternativa, segundo os pesquisadores, é reduzir ao máximo o consumo desses alimentos. Trocar a carne vermelha, embutidos e enlatados por nozes, grãos integrais, produtos com baixo teor de gordura, peixe ou feijão sempre que possível também ajuda a afastar o fantasma do diabetes.

 

 

An Pan, pesquisador do Departamento de Nutrição de Harvard e um dos autores do trabalho, explica que isso ocorre devido à grande quantidade de sódio e conservantes químicos presentes nesses alimentos, que acabam por danificar células do pâncreas envolvidas na produção de insulina. “A carne vermelha, em geral, também tem altos níveis de um tipo de ferro chamado heme, que, quando consumido em quantidades elevadas, pode aumentar o estresse oxidativo e levar à inflamação crônica. Isso também pode afetar a produção de insulina”, completa.

 

 

Pan frisa ainda que outros estudos, feitos em 2010 na mesma Harvard, provaram que o consumo excessivo de carne vermelha também aumenta os riscos de doenças cardíacas, outro fator que pode desencadear o diabetes tipo 2. Além disso, exagerar na carne vermelha também pode fazer com que haja ganho de peso em excesso — um forte fator de risco para a doença. “Em nossa análise, descobrimos que os riscos relativos foram atenuados pela metade após o controle do IMC”, completa. “Não dissemos na pesquisa que é preciso riscar totalmente a carne da dieta. Acredito que o consumo de, no máximo, três porções por semana de carne vermelha não processada é aceitável para a maioria das pessoas.”

 

 

Excessos

Jane Dullius, educadora física e coordenadora do programa de educação em diabetes Doce Desafio, da Universidade de Brasília (UnB), diz que, para quem já é diabético, o consumo de carne vermelha pode causar uma sobrecarga no organismo — que já precisa de um trabalho extra para manter-se saudável. “Embutidos não deveriam ser consumidos por niguém, diabéticos ou não”, defende. “A quantidade de sódio é muito grande, o que favorece hipertensão e também o diabetes”, resume. Dullius, diabética e vegetariana há 30 anos, ensina que, para substituir a carne sem sofrer, basta fazer adaptações com valores nutricionais equivalentes ou parecidos. “A grande questão é de onde você pode tirar a proteína, que pode ser encontrada em muitos outros alimentos, como no arroz e no feijão”, sugere. “Produtos industrializados trazem conforto em termos de acesso ao alimento, mas favorecem o ganho de peso e a intoxicação.”

 

 

Especialista em nutrição clínica, Guilherme Mendes diz que os efeitos da carne vermelha em diabéticos já são conhecidos. “O que é novo é essa relação, a porcentagem que os pesquisadores de Harvard encontraram”, comenta. Ele explica que a carne vermelha em excesso favorece o surgimento de fatores inflamatórios na corrente sanguínea — o que pode ocasionar doenças autoimunes, problemas gastrointestinais e câncer. “Esses fatores inflamatórios, associados à obesidade, desencadeiam resistência à insulina”, completa. “Com o tempo, em torno de 10 a 11 anos, os sintomas aparecem.” Para driblar a doença, o jeito, segundo Mendes, é mudar: trocar carne vermelha pela branca de vez em quando, ingerir frutas, legumes e hortaliças e, claro, praticar atividade física. “Quase 70% dos casos de doenças crônicas têm a ver com o estilo de vida e fatores ambientais”, diz.“

 

 

Mudar alguns hábitos foi o caminho escolhido por Tânia Martins, 61 anos. Mesmo antes de saber que era diabética, a pedagoga conta que trouxe o costume de comer verduras e legumes de casa. “Minha avó paterna tinha diabetes e morreu com a perna amputada. Por isso, lá em casa, minha mãe sempre incentivou que a gente comesse direito. Eu já sabia que tinha 50% de chance de ser diabética”, explica. Quando casou-se, Tânia acostumou-se a ter sempre enlatados e alimentos embutidos na dispensa — por conta do marido, ela garante. Depois que o companheiro faleceu, foi a hora de abolir de vez alimentos industrializados do cardápio. “Antes, eu fazia supermercado em uma hora, mas agora demoro três vezes mais, porque tenho que ler os rótulos e ver o que posso ou não comer”, completa.

 

 

Hoje, Tânia pratica exercícios físicos cinco vezes por semana e evita ao máximo alimentos gordurosos. Além de controlar o diabetes e a hipertensão, ela conta que o novo estilo de vida só tem vantagens. “Não sinto mais cansaço, mal-estar. Antes, estava sempre ofegante”, compara. Ainda que não seja sua preocupação principal, ela garante que o ganho estético também compensa o esforço de trocar grandes quantidades de carne por grãos, salada e frutas. “Perdi mais ou menos 12kg depois que comecei a fazer a dieta, há três anos”, gaba-se.

 

 

Sem saber

Muitas vezes assintomática, a doença pode passar desapercebida por muito tempo. Diferentemente do diabetes tipo 1, em que não há produção de insulina, o tipo 2 ocorre devido a uma resistência do organismo ao hormônio. Essa versão da doença é a única que pode ser evitada, com a ajuda de uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares. O brasileiro, contudo, parece não estar muito preocupado em diminuir a quantidade de carne vermelha no prato. Segundo dados do Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Vigitel) de 2010, 45,5% dos homens comem carne com excesso de gordura. As mulheres são mais contidas: 24,5% admitem consumir o alimento.

 

Fonte: Correio Braziliense

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