Colesterol das crianças

Comunicação Social da FUNCEF

Nos últimos anos tem aumentado, e muito, o número de crianças com altos níveis de colesterol. A culpa aqui é da alimentação dos pequenos, cada vez mais rica em comidas industrializadas e fast-food. O risco para essa turminha é enorme: quanto mais tempo esse vilão perambula pelo sangue, mais estragos é capaz de fazer. E atenção: o valor ideal para os pequenos é diferente dos adultos. Para eles, um colesterol total de 170 já é alto demais.

  

Por Débora Mamber

 

Desde o berço

 

Colesterol não é só assunto de gente grande. Casos de crianças que precisam controlar os níveis da substância são cada vez mais corriqueiros e, na maioria das vezes, o grande inimigo costuma ser o excesso de peso. Um levantamento feito pelo Instituto do Coração com 2 mil escolares de 2 a 19 anos na rede pública de ensino de Itapetininga, interior paulista, constatou que a obesidade pode dobrar o risco de aumento dessa molécula nociva. Quanto maior o peso, mais elevado tende a ser o nível do LDL, enfatizou à SAÚDE! o cardiologista Abel Pereira, do InCor. Além do ponteiro da balança, fatores genéticos também contribuem na produção excessiva do colesterol desde a mais tenra idade. De maneira geral, os níveis de colesterol já podem começar a ser dosados a partir dos 10 anos. Mas, em crianças com antecedentes familiares, convém antecipar essa dosagem para os 2 anos de vida, na opinião do cardiologista Marcelo Bertolami, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Muitos médicos chegam a sugerir que bebês já passem pelo controle dessas taxas.

 

Explica-se tanto zelo: quanto antes o colesterol alto for tratado, melhor. Se o problema for empurrado com a barriga até a idade adulta, o resultado pode ser desastroso. “Cerca de 50% dessas crianças terão infarto entre a quarta e a quinta décadas de vida e 85%, até a sexta década”, revela o cardiologista Francisco Fonseca, da Universidade Federal de São Paulo.

 

Vamos bater na velha tecla da importância de se adotar novos hábitos. Isso significa incrementar o cardápio com alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e cereais. E, claro, reduzir aquelas visitas à lanchonete da escola ou do bairro e a quantidade de bolos e bolachas no lanche. Exercício, nem se fala, também é fundamental. “Estudos mostram que 45 minutos diários de atividade física elevam o HDL, o bom colesterol”, diz Fonseca. E qual é o moleque que não consegue gastar esse tempo num bate-bola ou numa brincadeira de pega-pega?

  

Sacuda o corpo e vença o colesterol

 

Para a grande maioria da população, antes de apelar para remédios – que são caros e só funcionam a longo prazo –, a melhor estratégia para nocautear as altas taxas de colesterol continua sendo a velha e boa mudança no estilo de vida, que inclui uma dieta saudável e – adivinhe! – uma rotina repleta de exercícios físicos. Sacudir o corpo mexe até mesmo com as proporções entre o colesterol bom e o ruim, diminuindo o LDL e aumentando o HDL. Esse último fator é o que mais entusiasma os pesquisadores. Apesar de serem eficientes contra o LDL, nenhuma droga até hoje foi capaz de se equiparar à capacidade da ginástica, praticada regularmente, de elevar o HDL no sangue.

 

O efeito da malhação contra o colesterol ruim também é considerável. Um estudo do Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo, mostrou que um organismo ativo remove o LDL do sangue 200% mais rápido do que aquele que é sedentário. E, quanto mais tempo esse vilão permanece na circulação, maiores as chances de se oxidar e se acumular nos vasos sangüíneos.

 

A persistência é imprescindível. “Quem está às voltas com o colesterol alto deve levar a atividade física tão a sério quanto o uso dos remédios e a obediência à dieta”, recomendou em entrevista à SAÚDE! o cardiologista Carlos Hossri, do Hospital do Coração, na capital paulista. As modalidades aeróbicas são as mais indicadas, enquanto a localizada é um bom complemento. Mas, antes de começar qualquer programa, passe por uma avaliação para determinar qual a melhor atividade para você.

 

LDL
 

Abreviação das iniciais de low density lipoprotein, ou proteína de baixa densidade em bom português, é o famoso vilão. Essa lipoproteína tem na sua composição 45% de puro colesterol. No seu trajeto pelo organismo, pode deixar parte dele no caminho. É assim que essa molécula vai se depositando na parede das artérias.

 

HDL
Como ele se forma

 

Cerca de 70% do colesterol é produzido pelo próprio corpo. O restante vem da dieta. Ele está presente nos alimentos de origem animal, como carne, gema do ovo, frios, embutidos, leite integral, manteiga e queijos.

 

A lipoproteína de alta densidade (high density lipoprotein, ou HDL) funciona como uma faxineira: ela recolhe o colesterol que o LDL deixou escapar no sangue e leva o excesso para ser absorvido no fígado. Por isso carrega a fama de bom colesterol.

 

1. Espécie de veículo transportador, a molécula quilomícron leva o colesterol e outros alimentos ingeridos do intestino até o fígado. Lá forma as VLDL, moléculas cheias de colesterol e proteínas.

 

2. No sangue, a enzima lipase quebra as tais VLDL. Dessa reação surge o LDL. O restante forma o HDL, que tem o papel de recolher o LDL em circulação, levando-o de volta ao fígado para ser eliminado.

 

3. O HDL não consegue transportar quantidades gigantes de LDL. Por isso o excesso do mau colesterol, seja por causa de uma dieta inadequada ou de um desequilíbrio orgânico, vai se acumulando na parede das artérias.

 

Perigos

 

O colesterol em excesso vai se depositando na parede dos vasos e oxidando. Esse acúmulo altera o endotélio, que é a camada que recobre internamente as artérias, facilitando o depósito de outras substâncias, como cálcio e fibrina. O resultado é a temida placa ou ateroma, recheada de gordura por dentro. A pressão exercida sobre ela é tão grande que pode provocar uma inflamação e até o seu rompimento. Nos dois casos há perigo de infarto ou derrame à vista: seja pelo próprio aumento da placa ou pelo coágulo que surge de um rompimento, a passagem do sangue pode ficar completamente obstruída.

 

Prevenção

 

Muita gente deixa pra dosar seu colesterol depois dos 40 anos. Aí pode ser tarde demais. O ideal é começar essa dosagem aos 20 anos, e repeti-la a cada cinco se não houver alterações importantes. Se a pessoa tiver outros fatores de risco – como obesidade, diabete, cigarro ou hipertensão – ou o resultado for elevado, deve repetir o exame a cada dois anos. Além disso, comece o quanto antes a adotar bons hábitos. Aqui vão algumas dicas:

 

1. Reduza o consumo de carne vermelha, substituindo-a por frango ou peixe
2. Troque os queijos amarelos pelos brancos
3. Prefira as margarinas com fitosterol, que comprovadamente reduzem a absorção do colesterol
4. Aumente o consumo de fibras solúveis, encontradas na aveia, nos feijões e em frutas como a maçã
5. Aposte nos alimentos ricos em antioxidantes, como as frutas cítricas e as folhas verde-escuras
6. Exercite-se todo dia por, no mínimo, meia hora
7. Abandone já o cigarro, que lesa a parede dos vasos

 

Tratamento

 

Para a maior parte dos pacientes, ajustes na alimentação e uma rotina de exercícios bastam para derrubar os excessos do colesterol no sangue. Essa dupla é capaz de operar verdadeiros milagres.

 

Mas tem gente que não consegue esse feito só com a mudança de hábitos. Para essa turma, as estatinas ainda são a melhor pedida no quesito medicamentos. Elas bloqueiam a síntese de colesterol no fígado e, com isso, disparam a demanda dessa substância. O resultado é um aumento dos receptores de LDL que acabam tirando de circulação esse vilão. Com esse mecanismo, conseguem derrubar os níveis de LDL em até 65%. Novos estudos mostram que a versão mais moderna dessas drogas, a rosuvastatina, também consegue diminuir o tamanho da própria placa de gordura.

 

Dieta

 

Estudos mostram que uma dieta rica em frutas e verduras e pobre em gorduras já resulta em uma queda de 13% do colesterol total. Mas não basta eliminar do prato os famosos vilões, como a carne vermelha ou o ovo. Hoje sabe-se que há uma porção de alimentos que dão um verdadeiro empurrão ladeira abaixo no colesterol. Eis alguns exemplos:

 

1. Aveia: Queridinha dos cardiologistas, sabe-se que ela é tiro e queda. Quem está por trás dos efeitos são as fibras solúveis, também encontradas em frutas como a maçã e no bagaço da laranja, por exemplo. Elas ajudam a tirar o colesterol de circulação eliminando-o pelas fezes.
2. Soja: os estudos mostram que ela é uma verdadeira farmácia. A proteína dela faz os receptores do fígado atraírem a gordura. Suas isoflavonas combatem a formação da placa e os fitosteróis competem com o colesterol diminuindo sua absorção. Para tirar proveito dela, recomenda-se consumir 25 gramas de proteína de soja todo dia – o equivalente a 100 gramas de soja cozida ou um copo de leite de soja.
3. Antioxidantes: encontrados nas frutas e verduras ricas em vitaminas C, E e betacaroteno. Eles impedem a oxidação do LDL que está por trás da formação das placas de gordura.
4. As gorduras boas: as tais mono ou poliinsaturadas são reconhecidamente aliadas do peito. Presentes nos óleos vegetais, na azeitona, no abacate e nas oleaginosas como nozes e castanhas, as mono reduzem o colesterol total sem alterar o HDL. Já as poli, presentes em vários óleos vegetais diminuem a produção do colesterol. Aqui entram também os aclamados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, presentes nos peixes de águas frias como o salmão.
5. Álcool: estudos recentes mostraram que não só o vinho tinto, como já se sabia, mas várias bebidas alcoólicas têm efeito protetor. Mas atenção: somente em pequenas doses, o equivalente a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Acima disso, o álcool tem efeito contrário.
6. Chocolate: de inimiga, a delícia passou a aliada. Estudos mostram que seus flavonóides têm efeito antioxidante e que sua gordura se transforma no mesmo tipo benéfico do azeite. Mas só o chocolate amargo, bem entendido. Os demais carregam gordura saturada, nociva às artérias. E não se esqueça: o ideal é consumir no máximo 20 gramas dele por dia, o equivalente a um tablete pequeno ou um bombom, pois é extremamente calórico.
7. Suco de hortelã: uma pesquisa recente mostrou que dois copos da bebida por dia conseguem derrubar as taxas do colesterol no sangue. Para prepará-la, bata no liquidificador 100 gramas de folhas frescas em um litro de água. Só tome cuidado para que sejam da espécie Menta piperita.
 

 

Graças ao seu surpreendente desempenho no trabalho de ajudar o HDL a limpar o colesterol dos vasos sangüíneos, uma proteína conhecida como Apo A1 entrou na composição de remédios para prevenir a aterosclerose. Pesquisadores italianos da Universidade de Milão isolaram um tipo ainda mais eficiente da proteína, batizado de Apo A1 Milano. “Por meio de engenharia genética, essa proteína entrou como matéria-prima de um medicamento capaz de reduzir as placas de gordura das artérias”, explicou em entrevista à SAÚDE! o cardiologista Mercalo Brentami, do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.

 

Enquanto a Apo A1 parece ser a nova queridinha dos pesquisadores, uma outra proteína, a CETP, é apontada como a mais recente vilã desse enredo engordurado. Ela leva a má fama porque entra no processo de troca de colesterol entre o HDL, o VLDL e o LDL. “Os dois últimos acabam recebendo gorduras extras, o que pode representar risco para o coração”, diz o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração, em São Paulo. Tudo indica que a tal CETP está intimamente ligada a outra gangue perigosa, a dos famigerados triglicérides. Estudos mostram que, quando essas moléculas circulam aos montes pelo organismo, a proteína malfadada também aparece em grandes quantidades. Uma dica do cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni é diminuir o consumo de alimentos cheios de carboidratos refinados. Assim, por efeito indireto, o HDL desempenhará bem o seu papel.

 

Exercícios

 

Eles são fundamentais em qualquer programa anticolesterol. A atividade física age em duas frentes: reduz o LDL e aumenta o HDL. Ao que parece, eles deixam a enzima lipase, que produz o bom colesterol, mais eficaz. Outros estudos sugerem que o exercício também derruba a produção de uma enzima que destrói o HDL, a hepatolipase. Mas atenção: para surtir efeito, a prática deve ser regular. Isso significa pelo menos 40 minutos de exercício aeróbico, como natação, caminhadas ou corrida, todo santo dia.

 

Abaixo o LDL

 

Como já vimos, para que o colesterol possa circular incólume pelo organismo e cumprir suas funções, ele precisa pegar uma carona nas chamadas lipoproteínas as mais conhecidas são o HDL e o LDL.

 

Enquanto o HDL recebe todos os louros do bom condutor, o LDL, ou lipoproteína de baixa densidade, parece mais um motorista desastrado. Durante a viagem pelos tecidos do corpo, ele simplesmente deixa escapar parte do colesterol que carrega no meio do caminho. Livre na circulação, a substância é candidata a acumular-se nas paredes dos vasos, transformando-se em placas de gordura que dificultam a passagem do sangue e podem levar a problemas cardiovasculares. Então, quanto menor a taxa de LDL, menor o risco desse tipo de encrenca.

 

No final de 2007, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aumentou o rigor no controle dessa substância. De 100 miligramas por decilitro no sangue, que até então era considerado o limite saudável, a recomendação agora é que seus níveis agora sejam inferiores a 70. Isso vale principalmente para a turma mais propensa a doenças do coração, como os hipertensos e os diabéticos. “Essa mudança se baseia em estudos com indivíduos que, acompanhados por um determinado período, conseguiram reduzir as taxas de LDL”, explicou à SAÚDE! o clínico José Ernesto dos Santos, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, no interior paulista. Ou seja, são números factíveis.
 

Afinal, o que é o colesterol?
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Ele não é exatamente uma gordura, embora seja tido como tal. Na verdade, trata-se de um álcool complexo que só viaja pelo corpo na companhia de duas famosas lipoproteínas — o LDL e o HDL. Como se fossem guarda-costas, elas se encarregam de transportá-lo com segurança e impedir que seja facilmente dissolvido. Afinal, trata-se de um tipo de álcool, lembra? Sem o colesterol, simplesmente não sobreviveríamos. “Ele é uma de nossas grandes reservas de energia e ainda faz parte das membranas de todas as células”, explica o endocrinologista Waldir Relvas, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Imprescindível, o colesterol forma o tecido do cérebro e ajuda na fabricação da bile, essencial no processo digestivo. E sabe onde mais ele está?” Nos hormônios esteróides, responsáveis pelas características sexuais que desenvolvemos na puberdade. O organismo não depende apenas da alimentação para obtê-lo. Ao contrário, só 25% do colesterol vem das carnes e dos derivados do leite, por exemplo — o fígado se encarrega de produzir os outros 75%. A fama de vilão se deve em grande parte ao excesso de LDL no sangue, capaz de aumentar o risco de um infarto ou de um derrame. Isso porque ele vai se depositando nas artérias, o que estreita os vasos a ponto de impedir a passagem do sangue.

 

Até que ponto a dieta abaixa o colesterol?

 

Sem dúvida, a alimentação tem seu papel, apesar de 70% do nosso colesterol ser produzido pelo fígado. “Apenas 30% são provenientes da dieta”, fecha a conta a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, na capital paulista. Mas não cruze os garfos diante dessa proporção: “Os problemas surgem quando as pessoas passam a ingerir colesterol e gordura saturada em excesso, presentes em alimentos como carnes, leite integral e seus derivados”, contou Rosana à Saúde!

 

Controlar as porções, entretanto, não é sinônimo de restrição. “Pode-se comer até mesmo ovo com moderação”, diz a cardiologista Ana Paula Marte, do InCor. “Não é o caso de abolir nada”, complementa a nutricionista Marcia Nacif, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. Também entram na lista coma com cautela frituras, pele de frango e embutidos. Outro exemplo: é hora do lanchinho da tarde e você está prestes a devorar uma bolacha recheada. Alto lá! Ela pode parecer inofensiva, mas é uma bomba de gordura trans, ou gordura vegetal hidrogenada, uma das grandes responsáveis pela escalada das taxas de colesterol. A tal vilã não só habita os saborosos biscoitos, mas também sorvetes, margarinas, salgadinhos e outras guloseimas industrializadas. O cuidado vale ainda para polpa de coco e azeite de dendê, pois eles carregarem doses consideráveis de gorduras saturadas, as mesmas presentes em alimentos de origem animal. 

 

Como elevar a taxa de HDL?

 

Catapultar os níveis de HDL, até que se prove o contrário, é fundamental para o peito bater forte por muito tempo. “Quando se aumenta o HDL em cerca de 1%, reduz-se a probabilidade de complicações coronarianas entre 2% e 3%”, disse em entrevista à SAÚDE! Jairo Borges, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Essa tarefa, no entanto, requer força de vontade.

 

Parar de fumar e emagrecer são algumas das recomendações médicas para se chegar ao objetivo. A também cardiologista Ana Paula Marte, do Instituto do Coração de São Paulo, acrescenta: “O exercício físico, por exemplo, torna o HDL mais eficiente na remoção do LDL e dos triglicérides, outro tipo de gordura danoso”. Quando as mudanças de hábitos não surtem o efeito desejado, os médicos podem lançar mão de suplementos, como os de niacina ou de fibratos.

 

O ovo está liberado?

 

Pense em todos os ovos que você deixou de comer porque sempre ouviu dizer que eles eram os maiores vilões da saúde do coração. Agora, veja só: até os cardiologistas mais radicais andam dizendo que essa condenação foi um erro e tanto.

 

A virada histórica se deve a uma série de estudos científicos. O maior deles, feito por um time de especialistas americanos da Universidade Harvard, cruzou informações sobre a dieta de 37 851 homens e 80 082 mulheres com ocorrência de doenças cardiovasculares num período de até 14 anos. A conclusão: “O consumo de mais de um ovo por dia não causa impacto significativo sobre o risco de doenças coronarianas e derrame em homens e mulheres saudáveis.”

 

Mas se a gema do ovo tem uma tonelada de colesterol, como é possível que ele não faça estragos homéricos nos vasos? Parece que esse superalimento tem um antídoto natural que evita que essa gordura seja absorvida pelo organismo – uma substância chamada fosfolipídeo, ou lecitina.

 

Essas evidências levaram a Associação Americana do Coração a revisar suas influentes diretrizes dietéticas. O colesterol da alimentação, segundo seus membros, ainda deve ficar restrito aos 300 miligramas diários. Mas o veto ao ovo tornou-se mais ameno. Algumas pessoas, como os diabéticos e aqueles que já sofreram infartos, devem obedecer realmente à antiga limitação de três unidades semanais. Aos demais indivíduos, a mensagem é clara: o ovo está liberado.
 

O que o ovo tem de bom?

 

Só pra começar, a nutricionista Raquel Dias coordenadora do Laboratório de Ciência e Arte dos Alimentos da PUC do Rio Grande do Sul, responde: “Rico em proteínas, contém todos os aminoácidos essenciais e, ainda por cima, é barato”. A lista de qualidades é longa — e quase todos os nutrientes estão concentrados na gema, justamente a parte mais temida porque é onde também está a gordura nociva. A gema é fonte de ferro, por exemplo, que é fundamental para evitar a anemia. Também tem altas doses de uma substância chamada colina, que vem sendo apontada pelos pesquisadores como um nutriente importantíssimo para o desenvolvimento fetal, além de proteger o cérebro e a memória. Um ovo supre 22,7% das nossas necessidades diárias de colina.

 

Os cientistas também estão de olho no ácido fólico encontrado, mais uma vez, na gema. Junto com as outras vitaminas, especialmente a B6, esse nutriente já se mostrou capaz de reduzir os níveis sangüíneos de homocisteína — essa, sim, uma substância que faz muito mal para o coração.
 

Relaxar melhora os níveis de colesterol

 

Atenção para a boa nova: esfriar a cabeça aumenta as taxas do benfazejo HDL. Quem garante são pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. “Descobrimos que lidar de forma positiva com as situações estressantes é uma atitude associada a níveis elevados do bom colesterol”, diz Carolyn M. Aldwin, a líder do estudo que analisou 716 homens com média de idade de 65 anos. “Em geral, o estresse provoca o aumento dos triglicérides e a diminuição do HDL porque os pacientes tensos tendem a comer mais e pior”, observa Bertolami.

 

Mas, segundo a psicóloga americana, não é só a alimentação que faz a diferença nesses casos. Picos de cortisol, o hormônio das turbulências emocionais elevam tanto os triglicérides quanto o LDL. Para manter essas substâncias sob controle, Carolyn recomenda avaliar as questões do dia-a-dia com uma simples pergunta: quão estressante é o momento que estou vivendo? “Procure dar a ele uma nota de 1 a 10, de acordo com a gravidade”. Se a avaliação for alta, reflita se vale a pena esquentar a cabeça com o problema. Outro recurso é o que Carolyn chama de estratégias antecipatórias, algo prosaico como abastecer o carro à noite para evitar perder tempo de manhã, principalmente quando você tem que cumprir um horário. Ou seja, se já sabe que algo vai aborrecê-lo, prepare-se para enfrentar o momento com relativa calma. Isso, acredite, também pode se refletir no seu colesterol.
 

C-reativa: guarde esse nome

 

Essa proteína está quase sempre metida nos processos inflamatórios do organismo – e há autoridades médicas proclamando que, na prevenção de males cardiovasculares, a dosagem de seus níveis é ainda mais crucial que a taxa de colesterol. “Existem mais de 20 estudos demonstrando que os níveis de c-reativa são um fator independente e importante para prever riscos de ataque cardíaco e de derrame”, revelou à SAÚDE! o pesquisador Paul Ridker, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

 

Ora, e qual é a relação entre inflamação e aterosclerose? Quando um vaso sangüíneo entra num processo inflamatório, as defesas do corpo enviam uma série de substâncias para debelá-lo, deixando o trânsito naquele local mais engarrafado. A situação fica ainda mais feia quando surge o colesterol, que não consegue se livrar da confusão e acaba grudado nas paredes do vaso. Esse pequeno canal é um belo candidato a entupir, levando a um infarto ou até a um derrame.

 

Em excesso, a c-reativa permitiria a proliferação de bactérias acusadas de inflamar os vasos. Mas não se sabe ao certo se a proteína tem mesmo responsabilidade na doença ou se, pelo contrário, é uma aliada do batalhão de células encarregadas das nossas defesas. Ninguém duvida, no entanto, de que ela pode fazer diferença quando as taxas de colesterol estão no limite – nesse caso, os médicos podem adotar um tratamento mais agressivo.

 

HDL, o rei da faxina

Eis o grande benfeitor nessa complexa história do colesterol no nosso organismo. A sigla em inglês significa lipoproteína de alta densidade. A missão do HDL é perambular pela circulação sangüínea em busca do colesterol abandonado por seu desastrado colega, o LDL. Se não for recolhida, a substância que ficou dando sopa irá se depositar nas paredes dos vasos, oxidar-se e cristalizar-se até formar uma placa de gordura capaz de interromper o fluxo do sangue. Mas, graças à faxina do HDL, ele volta ao fígado, onde o excesso será destruído. Essa é a razão da torcida maciça para que os níveis de HDL estejam sempre altos. As taxas normais devem ficar acima de 40 mg/dl, mas o ideal é que elas sejam superiores a 60 mg/dl, disse em entrevista à SAÚDE! o cardiologista Carlos Scheer, do Rio de Janeiro. Publicado em setembro no periódico científico americano New England Journal of Medicine, um estudo com cerca de 10 mil pessoas concluiu que valores de HDL acima de 55 miligramas por decilitro de sangue diminuem em 25% o risco de morte provocada por problemas cardíacos na comparação com pessoas que apresentavam níveis em torno de 38.

 

Alimentos

Muitos alimentos funcionam como verdadeiras armas para combater o LDL (o mau colesterol) e elevar o HDL (sua versão boa). Até mesmo o chocolate — quem diria! — pode ser um aliado nessa batalha. As descobertas pipocam a todo instante. Veja o que os cientistas já sabem:

 

Hortelã – O suco da espécie Mentha piperita, ou hortelã-pimenta, é não só um autêntico antídoto contra o LDL como ainda levanta as taxas de HDL, o bom colesterol. Os especialistas recomendam duas doses da bebida, que deve ser preparada da seguinte maneira: em um litro de água, coloque 100 gramas de folhas frescas e bata no liquidificador. Coe e beba em seguida. Mas atenção: crianças, grávidas e bebês só devem tomar o refresco com orientação médica.

 

Maracujá — Um estudo coordenado pelo químico Armando Asbaa Srur, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, constatou que a casca da fruta é cheia de pectina, uma fibra solúvel que ataca em cheio o colesterol e, de quebra, as altas taxas de glicose. Duas colheres de sobremesa da farinha da casca de maracujá polvilhadas em cada refeição surtem um bom efeito. Aqui vai a receita:

1. Selecione maracujás firmes e sem rugas. Retire a polpa e corte a casca ao meio ou em pedaços. 2. Coloque em uma assadeira e leve ao forno médio por cerca de meia hora, mexendo de vez em quando. 3. Retire a assadeira do forno quando a casca estiver torrada. Bata no liquidificador. Se restarem grumos, peneire a farinha. 4. Acrescente a farinha em pratos e bebidas.
Óleos vegetais — São ricos em gordurinhas do bem. Presentes nos óleos de oliva ou canola, na azeitona, e ainda no abacate e nas oleaginosas (nozes, castanhas e amêndoas), as gorduras monoinsaturadas são mestras em reduzir o colesterol total sem abaixar as taxas de HDL, o benfazejo. Para aproveitar melhor o azeite, prefira o extravirgem, que tem também componentes antioxidantes. As gorduras poliinsaturadas — aquelas dos festejados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 — também surtem o mesmo efeito. Além dos óleos vegetais, elas estão em nozes e sementes de linhaça, e ainda nos peixes de águas frias, como o salmão, o atum, a sardinha e o bacalhau.

 

Soja – Esse pequeno grão é uma verdadeira farmácia, cheia de compostos benéficos. As isoflavonas evitam a formação das placas de gordura no sangue. Os fitosteróis competem com o colesterol, fazendo com que seja eliminado do organismo. E ainda tem as fibras solúveis, que reduzem os níveis de LDL. Por tudo isso, o FDA — órgão que fiscaliza alimentos e remédios nos Estados Unidos — recomenda o consumo diário de 25 gramas de proteína de soja (o equivalente a 100 gramas de soja cozida, um copo de leite de soja ou meia xícara de tofu). De acordo com uma pesquisa conduzida na Universidade Federal de São Paulo, esse hábito pode nocautear de 3,5% a 6,4% do LDL e levantar a taxa do HDL em até 10%.

 

Fibras solúveis — Presentes em várias frutas (maçã, laranja e goiaba) e leguminosas (feijão, grão-de-bico e lentilha), essas substâncias comprovadamente detonam as taxas de colesterol. Uma teoria sugere que elas absorvem ácidos biliares no intestino, essenciais para que a molécula gordurosa penetre nas paredes do órgão. Mais tarde — adivinhe — ela será eliminada. A alcachofra também é rica em inulina, uma fibra solúvel que ajuda o fígado a ficar em forma, evitando, assim, que o LDL fuja dos parâmetros normais.

 

Aveia — Outra super-heroína contra o colesterol. Em 2004, o primeiro estudo brasileiro sobre os benefícios da aveia, feito na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, demonstrou uma queda de até 15% dos níveis da gordura no sangue em 126 voluntários que consumiram diariamente 100 gramas de flocos de aveia.
Amaranto — Um grão andino riquíssimo em proteínas, cálcio e zinco que, segundo estudos da Universidade de São Paulo, derruba as taxas de colesterol.

 

Vinho — Os flavonóides da casca da uva já se tornaram sinônimo de vasos e artérias saudáveis, graças à sua poderosa ação antioxidante, que ajuda a evitar a formação de placas. Um cálice por dia é a medida certa — lembrando que o álcool não é muito recomendável para diabéticos, hipertensos e quem tem altos níveis de triglicérides. Nesses casos, um bom copo de suco de uva já faz as vezes do vinho.

 

Alho — Sua força anticolesterol está nos compostos sulfurosos que, infelizmente, não resistem ao calor da panela. Ou seja, quem quiser se beneficiar terá que comer um dente grande de alho cru por dia! A alternativa a essa terapia malcheirosa é engolir a mesma porção em forma de cápsula.

 

Berinjela — uma promessa não cumprida

 

Berinjela para combater o colesterol? Esqueça, isso não passa de lenda e já devidamente desmistificada por um dos mais respeitados centros de cardiologia do Brasil, o Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo. A receita de um copo de suco de laranja batido com berinjela fez grande sucesso entre os estudiosos do colesterol. Mas, em 2004, depois de acompanhar três grupos de pacientes, os cientistas do InCor verificaram que a tal beberagem só surtia efeito entre os que tomavam remédios para reduzir o colesterol. Ou seja, marmelada pura.
 

Niacina, a vitamina do HDL

 

Essa incrível vitamina do complexo B é o melhor remédio que se conhece para aumentar os níveis de HDL. Sem contar, claro, os exercícios físicos. Segundo Marcelo Bertolame, diretor do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, os níveis do bom colesterol podem aumentar até 30% com a ingestão da substância. De quebra, ela ataca os triglicérides, outro velho inimigo do peito.

 

Suas fontes naturais são as carnes vermelhas. O problema é que elas são lotadíssimas de gorduras saturadas, que simplesmente anulam o benefício do nutriente. Portanto, para quem realmente precisa diminuir ao máximo os riscos de doença cardiovascular, só mesmo os comprimidos teriam a dose necessária da vitamina. Sem as pílulas, seria preciso engolir de 7 a 14 quilos de bife de fígado por dia para içar o HDL na mesma proporção. Haja estômago!

 

Embora eficazes, as pílulas de niacina produzem um efeito indesejável: estimulam uma substância que aumenta o fluxo sangüíneo na pele. Em outras palavras, causam o chamado flush, um rubor que pode coçar bastante, mas não passa disso. Assim, o tratamento deve começar com doses baixas, aumentadas gradualmente. O ácido acetilsalicílico em quantidades pediátricas também é capaz de aliviar a vermelhidão que, em seis meses, tende a desaparecer.

 

Conheça na lista a seguir os inimigos das suas artérias **. Tenha em mente que o consumo diário de colesterol deve se limitar a 300 miligramas para quem é saudável e a 200 para os que precisam controlar a ingestão da substância.
 

Alimento-Quantidade de colesterol

 

1 bife de fígado (100 g)389 mg
1 ovo-274 mg
1 pires de camarão refogado (100 g)-195 mg
1 porção de moela de frango (100 g)-194 mg
1 bife de picanha (100 g)-100 mg
1 bife de filé mignon (100 g)-95 mg
4 fatias de pizza de mussarela-92 mg
1 lagosta cozida-72 mg
1 bife de frango (100 g)-52 mg
1 copo de leite integral (200 ml)-28 mg
1 hot-dog – (1 salsicha)-18 mg
1 fatia de mussarela (20 g)-16 mg
1 colher de sopa de maionese-8,4 mg
1 bola de sorvete-6,5 mg
1 fatia de presunto-4 mg
1 copo de leite desnatado (200 ml)-4 mg
1 fatia de ricota (30 g)-9,3 mg

 

*Fontes: Marcia Nacif, nutricionista do Centro Universitário São Camilo e da Universidade Paulista; McDonalds; Sociedade Brasileira de Cardiologia (2001)
 

Triglicérides, os indesejáveis

 

Tão prejudiciais quanto o colesterol, essas gorduras não só formam placas que entopem as artérias como provocam as desagradáveis protuberâncias mundialmente conhecidas como barriga de chope, pneuzinhos, culotes e afins. Elas são o resultado da queima dos carboidratos de massas, doces e refrigerantes. Quem está em forma também pode se tornar refém dessa gordura inconveniente, que sobrecarrega a circulação. As taxas de triglicérides devem permanecer em até 150 miligramas por decilitro de sangue. Entre 150mg/dl e 200mg/dl, a situação já é limítrofe. Mais que isso, a luz vermelha se acende. Mesmo de bem com a balança, essa turma será obrigada a enfrentar um regime rigorosíssimo para evitar problemas cardiovasculares sérios como infarto e derrame.
 

 

Medicina

 

Se todos os brasileiros fizessem agora um exame de sangue para medir o colesterol, cerca de 40% veriam que a taxa já ultrapassou os limites saudáveis. Isso mesmo. Quase metade da população enfrenta problemas com esse conhecido vilão, sempre associado a infartos e derrames quando está em excesso. Mas a grande verdade é que sem ele a gente não sobreviviria. O colesterol é essencial ao organismo pois desempenha funções vitais. Ele serve de matéria-prima para a produção de hormônios, do ácido biliar que regula a digestão e da vitamina D, e entra na construção de membranas celulares. E essas são apenas algumas de suas nobres funções. Então o jeito é manter suas taxas no devido lugar. Apesar de conhecido como gordura, quimicamente ele é um álcool. A confusão tem razão de ser: de fato o colesterol se comporta como um lipídeo pois só circula acoplado a moléculas chamadas de lipoproteínas – que, como o próprio nome diz, estão cheias de lipídeos e proteínas. Conforme a carga de colesterol que elas carregam, elas podem ser dois tipos: LDL, conhecido como mau colesterol, ou HDL, o famoso bom colesterol.

 

Os valores considerados ideais no sangue dependem dos fatores de risco da pessoa:

 

Adultos saudáveis:

• Colesterol total até 200 mg/dl
• LDL menor que 160
• HDL acima de 40 (mulheres devem ter essa taxa acima de 50)

 

Quem tem mais de dois fatores de risco (fumo, hipertensão, histórico familiar, obesidade):
• LDL abaixo de 130
• HDL acima de 45 (mulheres acima de 50)

 

Pessoas com doenças coronarianas ou diabete:
• LDL menor que 100
• HDL maior que 45
(mulheres acima de 50)

*Os médicos ainda não chegaram a um novo consenso, mas a tendência é que essa gente deva manter as taxas de LDL ainda mais baixas, em torno de 70.

 

O que é o Colesterol e como evitar seus excessos?

 

O Colesterol é uma substância lipídica que pode ser encontrado tanto na carne de animais e seus derivados (colesterol exógeno) como sintetizada no organismo pelo fígado (colesterol endógeno) . Normalmente o colesterol é necessário em muitas funções corporais complexas, incluindo a síntese do estrogênio, androgênio e progesterona, que são hormônios responsáveis pelas característica sexuais secundárias, masculinas e femininas; e ainda manter nossas células nervosas .

 

Quando temos excesso de colesterol no sangue é aumentado nosso risco de desenvolver doenças do coração. Os 2 componentes mais importantes do colesterol são chamados LDL (lipoproteína de baixa intensidade), o tão chamado “colesterol ruim” e o HDL (lipoproteína de alta intensidade) o “bom colesterol”.

 

O grande objetivo no tratamento do colesterol é baixar o colesterol LDL do sangue e aumentar o HDL. Mas como ocorre o aumento do colesterol? A maior causa desse aumento é através da ingestão de alimentos ricos em gordura saturada ou colesterol. Outra possibilidade seria uma herança genética vinda de parentes próximos onde o colesterol não é metabolizado adequadamente pelo corpo fazendo aumentar seu nível circulante no sangue (por exemplo: diabetes, doenças renais, hepáticas e hipotiroidismo).

 

Com frequência, argumenta-se que o excesso de colesterol causa uma deposição de material lipídico que acaba produzindo calcificações e alterações fibróticas, de forma que as paredes arteriais, ficam mais estreitas, rígidas e duras, tornando mais difícil o flúxo sanguíneo, chamado de Aterosclerose, podendo levar o indivíduo a um ataque cardíaco ou infarto do miocárdio.

 

O que é assustador na aterosclerose é o fato dela não apresentar sintomas até que as complicações já estejam totalmente instaladas, gerando dores no peito , ataque cardíaco ou dores nas panturrilhas na caminhada, causadas pelo estreitamento e bloqueio das artérias na passagem do sangue.

 

Por que é tão importante tratar o excesso de colesterol no sangue? Por que para cada redução de 1% do nível de colesterol é reduzido cerca de 2% do risco de ataques cardíacos.

 

Como pode ser tratado ?

 

Uma dieta rica em fibras, baixa em gordura total, gorduras saturadas e colesterol podem ajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL no sangue. Também o exercício físico tem papel fundamental na diminuição do Colesterol e do Triglicérides, provocando um aumento do HDL (embora sem alterar o Colesterol Total nem o LDL).

 

Siga as seguintes instruções para uma vida mais saudável:

 

Aumente o consumo de alimentos ricos em fibras, comendo frutas e vegetais (especialmente hortaliças e frutas frescas), vagem, feijão, alimentos integrais, etc…
 

Prefira carnes brancas, peixes ou abstenha-se das carnes vermelhas mais frequentemente;
 

Remova a pele do frango ou peru antes de cozinhá-los;
 

Quando comer carne vermelha, faça bifes bem modestos e corte fora a gordura visível;
 

Alimente-se moderadamente sem exageros;

 

Reduza a quantidade de castanhas, se tem costume de comê-las com frequência, pois são ricas em gorduras saturadas, principalmente castanhas-de-cajú, pistaches e castanhas-do-pará;

 

Substitua as gorduras saturadas de sua dieta por quantidades moderadas de gorduras monosaturadas e polisaturadas, por exemplo, restrinja o uso de manteigas, margarinas, queijos gordos e óleos tropicais (como de côco e de palmeiras), os quais são ricos em gorduras saturadas. Troque por óleos de girassol, de soja, de canola, azeite ou margarina light;

 

Troque o leite e derivados integrais pelos desnatados ou baixos em gordura como: queijos, requeijões e iogurtes light.
 

Coma não mais que 4 ovos por semana e utilize substitutos para eles;

 

Evite sobremesas que tenham gordura, por exemplo, as que contenham sorvete, glacê ,creme de leite , etc…Substitua-as por frutas frescas, iogurtes sem gordura, etc..
 

Reduza os alimentos fritos, alimentos de máquinas e de fast food, dê preferência para os alimentos sem gordura que goste ou substitutos;

 

Tente reduzir a quantidade de colesterol que consome diariamente. O American Heart Association, órgão responsável por estudos científicos na área do coração nos EUA, recomenda limitar o consumo de 250 a 300 mg de colesterol por dia. Leia a quantidade de gordura no rótulo dos produtos industrializados;
 

Caso esteja acima do peso (clique aqui para certificar-se), vai precisar de perder os excessos;
 

Deve consultar seu médico e procurar um professor de Educação Física para iniciar um programa de exercícios voltado para este objetivo;
 

Caso não consiga reduzir seu nível de colesterol através da dieta e exercícios vai precisar ingerir medicamentos receitados pelo seu médico. Existem substâncias que podem fazer um grande efeito nesse sentido.

 

Caso não tenha ainda o colesterol alto poderá estar pensando…
Como posso evitá-lo?

 

É muito simples, juntamente com a mudança na alimentação você pode:

 

Ter uma vida mais ativa, principalmente fazendo exercícios aeróbicos. Procure seu médico e em seguida um professor de Educação Física graduado. Faça uma avaliação física e em seguida inicie um programa adequado de atividades físicas regulares;

 

Inicie os exercícios lentamente para evitar lesões; o exercício físico feito no mínimo 3 vezes por semana, por pelo menos 30 min. ajuda a aumentar o nível de colesterol HDL, melhorar a circulação, diminuir a gordura corporal e ainda tonificar os músculos.

 

Não fume;
 

Tente manter seu peso dentro da faixa ideal (certifique-se se possui excesso de peso) ou faça controle através da avaliação física com seu professor de educação fisica e/ou com seu médico;

 

Lembre-se de que até crianças podem ter níveis elevados de colesterol , observe-as de perto e faça sempre uma visitinha ao médico para ter certeza que estão dentro da faixa de peso ideal para sua idade.

 

Mantenha-se livre de problemas do coração ou que afetem sua saúde.

 

Faça um teste para saber se corre risco para desenvolver tais doenças.

 

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8 Comentários

  • adejane em 03.jan.2011

    O MEU FILHO TEM 06 ANOS E PESA 27 KG. O TRIGLICERIDEOS DELE ESTÁ 32 MG COLESTEROL 101 MG COLESTEROL HDL 49 MG COLESTEROL LDL 47 MG COLESTEROL VLDL 6 MG COLESTEROL NÃO HDL 53 MG GLICOSE 89 GOSTARIA DE SABER SE O EXAME DELE ESTA TUDO OK, OU TEM ALGUMA ALTERAÇÃO. GRATA, ADEJANE

  • Comunicação Social da FUNCEF em 26.jan.2011

    Prezada Adejane, Não temos especialista no assunto. O melhor é procurar um médico para se certificar dos resultados.

  • nadiele em 29.jan.2013

    boa noite gostaria de saber se tem vcs poderiam fazer cardapio para meu filho que esta com o colesterol e a glicose alta

  • Comunicação Social da FUNCEF em 27.fev.2013

    Nadiele, Somos o blog da Fundação dos economiarios Federeais e não temos capacidade para tal, aconselho buscar um nutricionista para atender essa solicitação. Obrigado pela atenção

  • Jessica em 09.mai.2013

    Meu bb de 06 mêsses ta com colesterol total de 2013 mg/ dl É NORMAL OU ALGO QUE VENHA A PREJUDICAR ?..

  • Comunicação Social da FUNCEF em 09.mai.2013

    Jessica, esse blog busca matérias para informar sobre temas diversos de saúde mas não conta com especialistas da área. Para essas informações você deve procurar um especialista. Atenciosamente, Comunicação Social da Funcef

  • Conceição em 27.set.2013

    Meu filho esta com o colesterol alto, ele tem 9 anos, eu gostaria de saber qual e a taxa normal para crianças dessa idade, pois li apenas que o valor de 170mg, já e alto para crianças. Será que vocês poderiam me informa.

  • Luciana em 05.fev.2014

    Boa tarde, meu filho tem 6 anos, é magro e está com colesterol total de 174mg/dl, hdl de 57mg/dl e ldl de 105mg/dl.devo me preocupar.Oque devo fazer.Aguardo resposta.Obrigada.

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