80, 90, 100 anos… os desafios de viver mais

O aumento da expectativa de vida da população exige mudanças do governo, das instituições, dos fundos de pensão e da sociedade em geral     

 

Com 103 anos completos, a mineira Aída Rezende Carneiro de Lacerda é, ao mesmo tempo, aposentada e pensionista da FUNCEF. Aposentou-se em 1941 por invalidez e ficou viúva em 1971, quando começou a receber a pensão do marido Joaquim Carneiro de Lacerda, também empregado da CAIXA. Seus 100 anos foram comemorados com festa em companhia de filhos,netos e genros no Rio de Janeiro, onde vive desde criança.       

 

No dia 6 de outubro, dona Risoleida Franco Bandeira também completará 103 anos. Cheia de otimismo e recuperando-se de um infarto que teve em fevereiro deste ano, entusiasmo e vontade de viver é o que não lhe faltam. Recentemente, assistiu a um show de samba carioca e fez questão de ir ao camarim do músico pedir um autógrafo. “É Deus quem me dá disposição”, afirma, sorridente.

 

Os exemplos acima ilustram com precisão uma tendência mundial crescente: as pessoas estão vivendo mais, impondo novos desafios aos governos, às instituições, às famílias e à sociedade em geral. Responsáveis por garantir pagamentos de benefícios aos participantes e, em caso de morte, aos seus dependentes, as entidades de previdência complementar têm que se adaptar a essa nova realidade.

 

Tábua de Mortalidade – Uma das medidas adotadas pela FUNCEF nesse sentido foi antecipar a mudança da Tábua de Mortalidade AT 49 para AT 83 plena, mais adequada ao perfil dos seus participantes. Há estudos atuariais na Fundação para adotar a AT 2000. Essas tabelas são instrumentos usados pelos atuários para calcular a probabilidade de sobrevida de uma determinada população, sob condições especiais de riscos.

 

Na AT 83 e na AT 2000 a expectativa de vida para homens e mulheres a partir da idade da aposentadoria é superior a 80 anos (Veja tabela abaixo). 

 

Preocupada em evitar impactos abruptos nas reservas matemáticas (compromissos dos planos), a FUNCEF constituiu um  Fundo Previdencial para custear a implementação da tábua AT-2000 no REG/REPLAN, em ambas as modalidades. A medida tem como objetivo garantir o equilíbrio entre as obrigações do plano e os  recursos garantidores (montante financeiro acumulado) a longo prazo e atender às recomendações do Conselho de Gestão da Previdência Complementar.

 

“Antes, o setor de previdência se preparava para pagar os benefícios por um período médio de aproximadamente 20 anos, a partir da idade da aposentadoria. Agora, com as pessoas vivendo mais, a tendência é que elas passem 35 anos ou mais recebendo o benefício”, explicam os atuários da FUNCEF.

 

Mais segurança - Garantir o retorno dos investimentos e adotar uma meta de rentabilidade mais conservadora, com menor exposição aos riscos do mercado também fazem parte das ações da FUNCEF para garantir a saúde financeira dos planos e a segurança dos seus participantes. 

 

“Com as medidas adotadas conseguimos enfrentar a crise financeira mundial e proteger o patrimônio da Fundação, que hoje supera os R$ 34 bilhões”, comemora o presidente da Fundação, Guilherme Lacerda.

 

Qualidade de vida - Dos 29.311 assistidos da FUNCEF, 2.266 (8%) têm mais de 80 anos, sendo 1961 mulheres e 805 homens. O aumento da longevidade do brasileiro se explica por várias razões. Os avanços da Medicina, a adoção de hábitos saudáveis, como não fumar, não beber e alimentar-se de forma equilibrada, a prática de alguma atividade física e a adoção de programas voltados à saúde do idoso são algumas delas.    

 

“Viver por mais tempo é um grande desafio para a sociedade. Precisamos valorizar nossos idosos, investir em pesquisas científicas e promover programas voltados à qualidade de vida desta faixa etária, que só tende a aumentar”, avalia a médica do Trabalho Nadja Maria Santiago de Matos, empregada da CAIXA em Salvador. 

 

 “Me ligue dentro de 12 anos para ver se estou viva”, brinca dona Regina Fleck Correa Kanan, 88 anos, pensionista da FUNCEF há 11 anos. Seu marido, médico-ortopedista da CAIXA, morreu aos 89 anos. Para ela, chegar aos 100 não parece ser tão difícil assim. “Mas quem sabe é Deus”, acrescenta a gaúcha, que faz tratamento para controle da pressão alta e diabetes.

 

Previdência oficial - Na esfera pública, os desafios do aumento da longevidade já fazem eco. Segundo o INSS, o Brasil conta hoje com mais de  16 milhões de beneficiários da previdência social pública. Destes, 491 têm mais de 90 anos e 159 já completaram 110 anos. “A Previdência tem que ter sustentabilidade que garanta o pagamento das aposentadorias por mais tempo. Se o brasileiro está vivendo mais, ele vai ter que trabalhar mais. Esse fenômeno tem que ser traduzido nas regras da Previdência Social”, alerta Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social. 

 

Tabelas de expectativas de vida 

Os quadros abaixo mostram as expectativas de vida para homens e mulheres a partir das idades de aposentadoria nos planos da Fundação. Os cálculos são baseados nas Tábuas de Mortalidade AT 83 e AT 2000.  

 

Homens

AT-83 M

AT-2000 M

53

81,47

83,65

55*

81,77

83,89

     

Mulheres

AT-83 F

AT-2000 F

48

85,35

86,57

55*

85,83

86,99

 

*Idade de aposentadoria no plano REB. 

 

Clique aqui e confira o pdf da matéria.

FUNCEF presente no Simpósio 2009

A FUNCEF mais uma vez participa do Simpósio Nacional dos Economiários Aposentados e Pensionistas da CAIXA com o intuito de oferecer o melhor atendimento e criar um clima de amizade e confraternização.

 

Em estande especialmente montado para receber os associados, é possível solicitar empréstimos, fazer consultas on-line, receber orientações e tirar dúvidas sobre extrato, contra-cheques, planos de benefícios, pensão e pecúlio por morte e qualquer outro assunto relacionado à Fundação. Há ainda a oportunidade de esclarecer questões acerca do Recadastramento 2009/2010, que terá duração de 60 dias.

 

atendimento[1]

 

No estande também são realizadas ações de relacionamento com a presença de animadores, mágico, caricaturista e distribuição de brindes.

 

A Fundação preparou um boletim informativo e uma edição especial de Previdente e Atuária em quadrinhos. Os personagens foram criados especialmente para promover educação financeira e previdenciária e têm feito sucesso entre os participantes.

 

Outra novidade da FUNCEF, este ano, foi ter trazido para perto dos donos do patrimônio que administra algumas empresas nas quais estão investidos os recursos dos associados. O objetivo é mostrar as atividades e a solidez dessas companhias, que entregaram folders, brindes e sortearam prêmios. As empresas são: ALL Logística, Visum, Ediouro, Rapidão Cometa, Florestal Brasil, Vila Galé, Renaissance, Companhia Providência e OI.

 

expositores[1]

 

A gerente de contas do Vila Galé, Ghita Volkovitz, afirmou que foi uma excelente oportunidade de apresentar os hotéis aos aposentados e pensionistas. “Trata-se de um público que gosta de viajar e ficar em ótimos hotéis”.

 

O gerente comercial da Visum, Luiz Egídio, destacou que foi muito importante divulgar os resultados da empresa junto aos associados. “Esclarecemos sobre as atividades da empresa na qual a FUNCEF faz investimentos”, apontou.

 

A representante da Florestal Brasil, Simone Oliveira, ressaltou aspectos positivos na interação com os participantes. “Divulgamos a empresa, esclarecemos quem somos, onde atuamos e mostramos aos aposentados e pensionistas que eles fazem parte da Florestal”.

 

A executiva de contas da Rapidão Cometa, Renata Torres, enfatizou o simpósio como espaço inovador no qual foi possível apresentar a organização em que a FUNCEF tem participação. “É um ótimo lugar para mostrar a marca e nossos serviços”, pontuou.

Poesia no Simpósio

Olga Muniz esbanja simpatia e mostra seu prazer em escrever

  

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“Cada ano que passa

Levo a sinceridade

Sou aquela semente

Do amor em verdade.”

Olga Muniz de Souza

 

Todo ano, a figura simpática de Olga Muniz de Souza, de 82 anos, circula pelos corredores do Simpósio dos Aposentados e Pensionistas. Aposentada da CAIXA, ela aproveita para rever amigos, acompanhar os debates e mostrar aos colegas o que mais gosta de fazer: escrever livros.

 

A escritora trouxe ao evento sua 4ª obra intitulada “Olga e suas poesias” e cercada por admiradores afirmou: “Gosto de trazer meus livros ao simpósio porque posso mostrar meu trabalho – minha paixão – aos colegas que me prestigiam muito”, concluiu.

 

Comunicação Social da FUNCEF

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