Excesso de sal aumenta o risco de catarata em mais de 50%

 

O brasileiro ingere, em média, 12 até 15 gramas de sal por dia, contrariando a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) que sugere no máximo 6 gramas por dia.

 

O consumo excessivo de sal é conhecidamente um fator que eleva a pressão arterial, aumentando o risco de um acidente vascular cerebral – derrame cerebral. O que poucos sabem é que o excesso de sal pode diretamente afetar os olhos. Estima-se que o consumo excessivo de sal aumenta o risco de catarata em mais de 50%.

 

A catarata é uma doença dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula. Isso ocorre porque o sódio contido no sal regula os fluidos e as substâncias extracelulares dos olhos.

 

O consumo abusivo de sal dificulta a manutenção da pressão osmótica entre as células do cristalino, que para manter a sua transparência normal, requer um baixo nível de sódio.A partir dos 50 anos recomenda-se que a ingestão de sal não deva ultrapassar 5 gramas por dia.

 

As principais medidas que ajudam a reduzir a ingestão de sal são: eliminar o saleiro da mesa, evitar os produtos enlatados, envidrados, embutidos, queijos, salgadinhos de pacote e outros produtos industrializados.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Liberdade, liberdade

 

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Assista ao vídeo de dona Geralda, 72 anos, no salto duplo de  paraquedas.

 

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós…

 

Liberdade, coragem, jovialidade. Essa é a sensação que  Dona Geralda passa para todos nesse vídeo. Aos 72 anos, ela demonstra  que a idade está na cabeça de cada um.

 

Leia mais:

 

- Idosos ou Velhos?

 

- Velhice, qualidade de vida e felicidade

Quantas horas de sono você precisa?

É tanta coisa para fazer que dormir parece ter se tornado um luxo. Mas entenda por que o sono é tão necessário e por que cada um tem o seu próprio tempo de descanso

 

Por Ivonete Lucirio

 

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Seu amigo acorda às 5 horas da manhã no maior pique para correr no parque depois de ter dormido durante seis horas, enquanto você se arrasta para fora da cama às 7 horas, depois de oito de repouso. Bom, você não é preguiçoso, nem seu amigo um louco — talvez apenas um pouco. Dormir é uma tarefa muito específica, cada um precisa de um tanto de horas na cama. “Os chamados pequenos dormidores, cerca de 2% das pessoas, necessitam apenas de cinco a seis horas por noite. Já os grandes dormidores, outros 2%, de dez a onze. A maior parte da população está nesse intervalo”, explica o neurofisiologista Geraldo Rizzo, do Laboratório do Sono (Sonolab) dos Hospitais Moinhos de Vento e Mãe de Deus, em Porto Alegre, RS.

 

Para descobrir de que tipo você é, pergunte ao seu corpo. “A fórmula prática é aproveitar as férias para deitar quando tiver vontade e levantar quando não sentir mais sono, sem pressão de horário ou compromissos. Assim, poderá perceber quantas horas de sono necessita.” O difícil é, depois das férias, manter o ritmo ideal, já que há pressões por todos os lados que levam ao sono de baixa qualidade.

 

Mas é natural que a quantidade de horas necessárias de sono mude com o passar dos anos. Recém-nascidos dormem até 20 horas por dia. “Já os idosos costumam ter períodos mais fragmentados, entram poucas vezes na fase de sono profundo”, explica Gunther Kissmann, da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Uma pesquisa, coordenada por Derk-Jan Dijk, professor da Universidade de Surrey, no Reino Unido, comprovou exatamente isso. No estudo feito com voluntários, adultos mais velhos dormiram cerca de 20 minutos menos do indivíduos de meia-idade, que, por sua vez, dormiram 23 minutos menos do que os adultos mais jovens.

 

Questão de qualidade

 

A insônia e os pesadelos são os problemas de sono mais comuns em mulheres. Já os homens, reclamam do ronco

 

O problema não é a queda progressiva no tempo dormido que vem com a idade. Isso é fisiológico. O que faz mal para o corpo são as horas em que nos mantemos acordados de modo não natural. Há situações na vida que impedem a pessoa de dormir bem por um período, como um filho recém-nascido ou um projeto importante a finalizar no trabalho. Os efeitos negativos desaparecem depois de algumas semanas de sono de qualidade. O corpo se recupera.

 

Mas parece que as dificuldades entre os lençóis vão muito além dessas situações esporádicas. Uma pesquisa realizada em 2008 por um grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) confirmou isso. Depois de entrevistar mais de 2 mil pessoas, os especialistas constataram que 63% tinham alguma reclamação com relação ao seu sono. Comprovando a tese já apresentada, o grau de prevalência das reclamações aumentava de acordo com a idade, e era bastante semelhante em todas as regiões do País. A insônia e os pesadelos se mostraram mais comuns em mulheres: 40% delas reclamaram da primeira situação e 25% da segunda. A dificuldade que aparece com mais frequência para os homens é o ronco, atingindo 35%.

 

Em 2007, o neurofisiologista Geraldo Rizzo coordenou outro amplo estudo em todo o País com mais de 2 mil pessoas, também para identificar como dorme o brasileiro. Ele chegou a resultados bastante semelhantes aos da Unifesp. Somando as respostas “sim” e “às vezes” quando a pergunta era se a pessoa tinha dificuldade para dormir, ultrapassou-se a marca dos 70% na maioria das regiões do Brasil. Quando a pergunta era “Acorda durante o sono?”, o “sim” e o “às vezes” beiraram os 90%. As causas para ficar de mal com a cama são várias. A principal foi “problemas financeiros”, com 48,2%, seguido por “problemas de saúde”, com 39,5%.

 

Os problemas financeiros são mais difíceis de serem tratados, mas os de saúde têm solução. “Entre estes distúrbios, o mais presente é a apneia, que é quando a respiração interrompe-se várias vezes durante o sono, trazendo sérias consequências a todo o organismo”, diz o pneumologista Carlos Alberto de Barros Franco, da Casa de Saúde São José. A breve parada respiratória acontece porque os músculos da garganta relaxam, bloqueando a entrada do ar. As interrupções na respiração provocam também ligeiros despertares e a pessoa fica sonolenta o dia todo. Esse distúrbio pode ser tratado principalmente com uma mudança de hábitos como emagrecer e parar de fumar. Quando isso não resolve, há soluções mais invasivas, como o uso de um aparelho que mantém a garganta aberta enquanto se dorme, reposicionando a mandíbula, ou até cirurgias.

 

Faz mal dormir mal

 

O homem não é um ser noturno. Foi moldado biologicamente para sentir sono com o cair da noite. Entetanto, manter hábitos noturnos tem preço e o corpo sofre com a privação das horas com a cabeça no travesseiro.

 

Uma recente pesquisa, publicada em fevereiro na conceituada revista Sleep, mostrou o que a privação não impede a capacidade do cérebro de processar uma informação, mas ela aparece distorcida depois de processada. Isso pode interferir em uma tomada de decisão. Imagine a situação: uma pessoa com muito sono está dirigindo em alta velocidade e vê um obstáculo alguns quilômetros à sua frente. Ela processa essa informação, mas pode decidir não frear, não desviar.

 

Essa situação é bem parecida com o que acontece quando se está embriagado. Uma pessoa que passa 20 horas seguidas acordada apresenta o mesmo desempenho — no tempo de reação — de alguém com um nível de 0,08% de álcool no sangue. E talvez seja por isso que tantos acidentes graves aconteçam à noite. Está provado, também, que certos tipos de memória só se fixam se a pessoa repousar. Atravessar a noite toda estudando e ir para a prova na manhã seguinte é bem pouco eficiente.

 

O corpo todo sofre

 

“A falta de repouso adequado traz efeitos como cansaço, sonolência durante o dia, irritabilidade, dor de cabeça e até redução da libido”, diz Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira de Sono. “Há ainda outras consequências ao organismo que nem sempre são notadas, como alterações da pressão arterial, da glicemia e da temperatura corporal”, completa.

 

Além disso, dormir pouco também engorda. O pouco sono interfere no mecanismo hormonal, fazendo que o organismo produza mais hormônios que disparam a fome.

 

Bendito coffee-break

 

Pequenos intervalos de descanso, mesmo que a pessoa esteja acordada, ajudam a memória a fi xar o que acabou de ouvir, segundo estudo realizado no departamento de Psicologia e Centro de Ciências Neurais da Universidade de Nova York, nos EUA. É como se você tivesse de “mudar o canal” do cérebro para que ele guardasse o que acabou de ser aprendido. Os voluntários foram convidados a prestar atenção e fi xar determinadas imagens, enquanto seu cérebro era mapeado por ressonância magnética. O exame mostrou atividade nas áreas ligadas à memória. Só que, nos intervalos do teste, a atividade continuava, com uma intensidade ligeiramente maior.

 

Tenha bons sonhos

Algumas atitudes podem ajudar a dormir melhor ou a evitar a insônia.

 

1. Quando o sono não vem, pense em algo bastante monótono.
2. A técnica da imagem mental costuma funcionar. Pense que você está em uma praia, ou deitado em um barco em um riacho bem tranquilo. Use de todos os sentidos. Pense no som da água, no fresco do vento.
3. Para “desligar” o pensamento, conte, de trás para frente, somente os números pares. É uma forma de esquecer as preocupações.
4. Não chegue perto de bebidas com cafeína depois das 18h.
5. As bebidas alcoólicas também devem ser evitadas. Apesar de proporcionarem uma sensação de sonolência, impedem que a pessoa caia no sono profundo.
6. Deixe tudo bem escuro no quarto. Se for preciso, vende os olhos.
7. Não tire cochilos durante o dia.
8. Tome um bom banho morno.
9. Não faça exercícios físicos depois das 20h, porque eles estimulam o metabolismo e deixam a pessoa “ligada”.
10. Vá para a cama somente quando estiver com sono. Não fi que virando de um lado para o outro. Se não conseguir dormir, levante e faça algo relaxante, à meia-luz.
11. Afaste-se do relógio. Controlar as horas aumenta a ansiedade.
12. Use o quarto apenas para dormir, não para trabalhar ou comer.
13. Medite. Um estudo apresentado durante a 23ª Annual Meeting of the Associated Professional Sleep Societies, em 2009, comprovou que a técnica é realmente efi ciente.

 

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Fonte: Revista Viva Saúde

Ministério adia vacinação contra gripe sazonal de idosos em 3 regiões

Motivo seria atraso na entrega de doses produzidas pelo Instituto Butantan.

A campanha foi adiada do dia 24 de abril para o dia 8 de maio

Por Rafael Targino

 

O Ministério da Saúde decidiu adiar o início da vacinação contra a gripe sazonal de idosos por conta de um atraso na entrega das doses por parte do Instituto Butantan. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17). A campanha foi adiada do dia 24 de abril para o dia 8 de maio nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Para as regiões Norte e Sul, o calendário fica inalterado.

 

No caso da nova gripe, os idosos só tomarão a vacina contra se tiverem alguma doença crônica. Este grupo pode tomar a dose contra o H1N1 neste sábado, mas, nas três regiões, terá que voltar ao posto de saúde a partir do dia 8 para tomar a vacina contra a gripe sazonal. O idoso com doença crônica tem a opção também de deixar para tomar as duas doses a partir do dia 8.

 

Apesar da insistência dos jornalistas, o secretário interino de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Moisés Goldbaum, e o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, não disseram o motivo alegado pelo instituto paulista para o atraso nas vacinas.

 

Nova gripe

 

Segundo o ministério, até as 9h desta segunda 28,3 milhões de pessoas haviam se vacinado contra a nova gripe. As metas para trabalhadores de saúde (100%) e crianças entre seis meses e dois anos (86%) foram atingidas, de acordo com o órgão.

 

No entanto, somente 41% do público-alvo do “Dia D” de vacinação – jovens entre 20 e 29 anos – tomaram. A cobertura em grávidas está em 54%; em doentes crônicos, 56,2%. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, este último número deve aumentar com a vacinação de idosos.

Viaje mais na melhor idade

Ministério do Turismo traz site com pacotes que facilita e estimula brasileiros acima de 60 anos a viajar pelo País na baixa ocupação

 

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No Viaja Mais Melhor Idade há pacotes especiais e descontos exclusivos em meios de hospedagem, que fazem parte do programa.

 

Além de promover a inclusão social dos idosos, o Viaja Mais Melhor Idade fortalece o turismo interno e gera benefícios por todo o País. Isso graças à organização de pacotes customizados para a melhor idade e descontos especiais em meios de hospedagens, o que representa também um importante vetor de expansão do turismo interno.

 

O público-alvo do site são pessoas acima de 60 anos. Entretanto, é permitido levar acompanhantes acima de 16 anos de idade.

 

Todos os viajantes deverão apresentar cópia de documento de identidade às agências de viagem no ato da compra do pacote ou no ato do check in nos meios de hospedagem.

 

As viagens são customizadas de níveis turístico, superior e luxo, com transportes aéreo e/ou rodoviário. A duração dos pacotes varia conforme mercado e destino e poderá ser de três a oito dias.

 

Para mais informações acesse www.viajamais.com.br ou ligue gratuitamente para 0800 770 7202.

Cigarro e tinta de cabelo podem causar doença no fígado

Cirrose primária biliar é doença autoimune que pode ser causada pelo estilo de vida

 

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A cirrose primária biliar (PBC, na sigla em inglês), forma inicial da doença do fígado, pode ser influenciada pelo tabagismo ou por um simples tingimento de cabelo, segundo pesquisa divulgada na Live Science. A doença autoimune e do tipo progressiva, que provoca entupimento nos dutos de bile, inflamação, danos no tecido e cirrose irreversível, pode ser causada por fatores ambientais e pelo estilo de vida.

 

A pesquisa envolveu mais de cinco mil pessoas no Reino Unido, divididas por sexo e idade. A todos foram enviados questionários sobre riscos genéticos e ambientais associados à PBC.

 

Dos pacientes analisados na pesquisa, 63% fumavam ou fumaram em alguma época da vida. Entre as mulheres pesquisadas, 37% tingiam os cabelos.

 

O problema é que os cientistas ainda não descobriram qual é o componente da tinta de cabelo que causa a doença. Pesquisas anteriores mostraram que um ácido contido em tintas de cabelo e em esmaltes para unhas poderia estar relacionado ao surgimento da doença.

 

A pesquisa apontou ainda que, entre os voluntários, poucos bebiam álcool regularmente, indicando que a bebida pode não ser um fator determinante para o desenvolvimento da PBC.

 

Fonte: R7

Perigos da poluição para o cérebro

Agentes tóxicos comuns no ar – como carbono preto, material particulado e ozônio – podem provocar sérios efeitos na cognição de crianças e adultos

 

                                   poluicao                                  Cubatão – 1990

 

O exercício nas ruas com trânsito pesado pode expor o cérebro a níveis nocivos de poluição

 

 

Em uma época em que tanto se discute o derretimento das calotas polares e a destruição das florestas e da camada de ozônio, é quase redundante dizer quanto as substâncias emitidas por automóveis e usinas a carvão são prejudiciais ao sistema respiratório. O que pode surpreender é o grau de danos que esses poluentes podem provocar no cérebro – sendo a exposição a eles, em certos casos, tão prejudicial quanto ao chumbo. Estudos recentes mostram que agentes tóxicos comuns no ar como o carbono preto, o material particulado e o ozônio podem ter efeito negativo sobre capacidades como aquisição de vocabulário, tempo de reação e até mesmo sobre a inteligência, de forma geral.

 

O mais recente desses estudos, realizado em Nova York, no qual grávidas usaram monitores pessoais de ar durante toda a gestação, descobriu que crianças de 5 anos expostas a níveis altos de poluentes urbanos – conhecidos como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) – quando ainda estavam no útero apresentavam quociente intelectual (QI) 4 pontos inferior ao das que foram expostas a quantidades menores das substâncias. De modo alarmante, “a queda foi semelhante à observada em exposições a baixos níveis de chumbo”, comenta a epidemiologista Frederica Perera, diretora do Columbia Center for Children Environmental Health e autora principal do estudo. A alteração dos índices de QI foi suficiente para causar queda no desempenho escolar e nas notas em testes simples.

 

“E esses níveis de poluição que medimos no estudo nem foram expressivamente altos, se comparados àqueles de outras áreas urbanas”, observou a pesquisadora. A maior parte dos poluentes HPAs vem de emissões de motores de veículos automotivos, especialmente de carros e caminhões movidos a gasolina e a diesel, além da queima de carvão. A fumaça do cigarro é outra fonte importante de poluentes; por isso pesquisadores não consideraram no estudo crianças que convivem com fumantes.

 

Um dado importante é que o cérebro infantil em desenvolvimento não é o único atingido pela poluição. Pesquisa de 2008 em adultos de 20 a 50 anos, conduzida em conjunto pelas escolas de saúde pública da Universidade Harvard e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, identificou redução de atenção, memória de curto prazo e tempo de reação, diminuição esta relacionada ao ozônio e equivalente a um declínio intelectual em meninos e meninas de 3 anos e meio a 5 anos. O que os especialistas se perguntam agora é: o que pode ser feito em relação a esses poluentes prejudiciais ao cérebro? “A resposta não é mistério: precisamos de melhores políticas para o congestionamento de tráfego, de tecnologias para energias alternativas e de eficiência energética”, afirma Frederica.

 

Felizmente, também há maneiras mais imediatas de reduzir a exposição aos elementos químicos tóxicos, como limitar as atividades físicas ao ar livre nos dias mais poluídos. Os alertas sobre os riscos da qualidade do ar se tornaram parte rotineira das previsões de tempo matutinas. “Se não puder evitar o exercício ao livre, vale a pena diminuir o ritmo, por exemplo, substituindo a corrida por uma caminhada”, sugere a administradora da U. S. Environmental Protection Agency, Lisa Jackson. A alternativa é evitar caminhar, correr ou andar de bicicleta em vias de grande movimento de ônibus, caminhões e carros. Até os controles de emissões e as políticas ambientais surtirem um efeito significativo sobre os níveis de poluentes relacionados a tráfego, a melhor saída é expor o mínimo possível nosso cérebro e o de nossos filhos.

Mulher deve se exercitar 1 hora por dia, diz estudo

Frequência é necessária para manter o peso saudável com o passar dos anos
Treino de meia hora por dia, como sugerem as atuais recomendações, não evita sobrepeso, mas já beneficia o sistema cardiovascular.

 

Para manter o peso saudável ao longo dos anos, mulheres devem se exercitar ao menos uma hora por dia, de cinco a seis vezes por semana. É o que sugere um estudo divulgado no “Jama” (periódico da Associação Médica Americana), realizado com mais de 34 mil mulheres que foram acompanhadas durante 13 anos. Elas tinham, em média, 54 anos.

 

As voluntárias foram divididas em três grupos. Em um deles, elas se exercitavam até 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. No outro, cerca de uma hora por dia cinco vezes por semana e, no terceiro grupo, praticavam mais de uma hora de atividades com a mesma frequência .

 

As que ganharam menos peso ao longo dos anos de estudo se exercitaram cerca de 420 minutos semanais -o que representa aproximadamente 60 minutos por dia. Para essa pesquisa, nenhum grupo fez dieta com restrição de calorias.

 

“Os resultados do estudo mostram que sustentar uma prática de exercícios de aproximadamente 60 minutos por dia é necessário para manter um IMC (índice de massa corporal) normal e prevenir ganho de peso”, dizem os pesquisadores no artigo, médicos da Universidade Harvard.

 

A constatação é diferente das recomendações divulgadas em 2008 pelo American College of Sports Medicine -órgão que emite orientações sobre a prática de atividades, normalmente absorvidas por associações brasileiras. Nas diretrizes, a indicação era a prática de 30 minutos de exercícios moderados ou intensos no mínimo cinco vezes por semana para manter o peso saudável e prevenir doenças crônicas.

 

No entanto, ao menos para as mulheres de meia-idade, os pesquisadores sugerem que esse programa de treinamento pode não ser suficiente para manter o peso -apesar de trazer benefícios ao sistema cardiovascular e ajudar no combate de problemas metabólicos, como diabetes e colesterol alto.

 

A partir dos 45 anos, há diminuição na produção dos hormônios, principalmente dos anabólicos, como a testosterona. Com isso, há redução natural da massa muscular, tecido que contribui para o gasto total de energia do organismo.

 

Com o passar dos anos, a intensidade das atividades diárias também diminui. Logo, mulheres mais velhas deveriam ter gasto calórico formal (na forma de exercícios) maior para compensar essa perda.

 

“O gasto calórico do exercício propriamente dito é baixo [em relação à ingestão diária de calorias]. Mas ele tem um impacto maior do que isso, pois aumenta a disposição ao longo do dia e eleva a frequência da prática de outras atividades físicas, como uso de escadas e caminhadas no lugar de usar carro, o que gera um gasto calórico total maior ao longo do dia”, afirma Paulo Zogaib, fisiologista do exercício do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte), da Universidade Federal de São Paulo.

 

Não de uma vez

 

A orientação dos especialistas, no entanto, é que a mulher busque fazer exercícios em um ritmo e frequência proporcionais ao seu preparo físico.

 

Se ela é sedentária, por exemplo, deve começar com um programa mais leve, com orientação, e aumentar o tempo e a intensidade conforme adquire condicionamento.

 

“Como o metabolismo muda com os anos, quando o objetivo da atividade física é manter ou perder peso, aconselho ainda fazer acompanhamento nutricional, para a mulher não se desnutrir ou ter uma alimentação desequilibrada”, diz o cardiologista e médico do esporte Carlos Hossri, responsável pelo programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica do HCor (Hospital do Coração).

 

Fonte: Associação Brasileira de Qualidade de Vida   

Preocupados com a saúde, brasileiros consomem mais produtos que “fazem bem”

 Mais informado e consciente sobre seu papel no cuidado com a saúde, os brasileiros têm aumentado o consumo de produtos que podem ser classificados como itens que “fazem bem”. Nesta categoria, se encaixam produtos diet, light, de baixa caloria ou baixo nível de gordura, mais nutritivos ou alimentos funcionais.

 

Um estudo da Nielsen mostrou que as vendas desse tipo de produto cresceram 26,1% em 2009, na comparação com 2008. Isso mostra uma tendência dos consumidores por produtos que possuem maior sofisticação, mesmo que isso represente gasto maior, segundo a pesquisa.

 

Saudáveis e sustentáveis

 

Cuidados com a saúde, representado pelas vendas de protetores solares, por exemplo, também aumentaram o nível de consumo. Na mesma categoria, o estudo também incluiu itens sustentáveis, que fazem bem ao meio ambiente e têm conquistado a preferência crescente de muitos consumidores.

 

“Com o aumento na renda, o consumidor está disposto a pagar mais caro por um produto que ele sabe ter melhor qualidade”, declarou o coordenador de pesquisas especiais da Nielsen, Filipe Aboláfio.

 

Iogurtes

 

No caso específico dos iogurtes, o estudo chamado “Os fatores que impulsionam o consumo no Brasil” mostrou que os modelos tradicionais tiveram aumento de 6,8% nas vendas no ano passado, enquanto os funcionais (iogurtes com fibras, que ajudam a estimular o sistema digestivo, por exemplo) tiveram crescimento acima da média do mercado, de 8,9%. “Nesse caso, as embalagens também ganham importância.

 

As vendas dos iogurtes com embalagens maiores, como as de um litro, geram custo médio por litro menor que as embalagens pequenas, e o consumidor se beneficia desta vantagem”, acrescentou Aboláfio.

 

A Nielsen apontou ainda que foi a classe C quem mais contribuiu com o aumento no consumo em 2009 e sairão beneficiadas as marcas que conseguirem alinhar a oferta de seus produtos às necessidades dos consumidores desta faixa de renda. “Essa fatia de renda impulsiona o consumo de produtos mais sofisticados. A partir do momento em que ele conhece novos produtos, mesmo sendo mais caros, ele percebe que eles atendem melhor às suas necessidades novas, seu novo estilo de vida”, completou o consultor.

 

Por: Patricia Alves

Fadiga: dicas para aumentar sua energia ao longo do dia

Você sente que, ao longo do dia, sua energia está diminuindo?

 

Algumas vezes, isso pode estar relacionado a problemas com o sono. Mas mesmo quando se está descansado pela manhã, uma alimentação ruim pode contribuir para essa sensação de canseira. Surpreendentemente, algumas pequenas mudanças de hábito podem aumentar seus níveis de energia. Veja algumas dicas para recarregar suas baterias e ter mais energia durante suas longas jornadas diárias.

 

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Granola no café da manhã

 

Fibras na refeição matinal podem contribuir para que você fique mais alerta durante o dia. Um estudo da Universidade de Cardiff, Inglaterra, diz que pessoas que comeram grande quantidade de fibras no café da manhã tiveram uma redução de 10% no nível de fadiga durante o dia, menor incidência de depressão após alguns meses e habilidades cognitivas melhoradas. A teoria diz que as fibras diminuem a velocidade da absorção da comida no estômago, o que mantém os níveis de açúcar no sangue mais estáveis e, consequentemente, libera energia durante todo o dia.

 

Tome café, mas faça isso lentamente várias vezes ao dia

 

Pesquisas dizem que é melhor pegar leve com a cafeína de manhã, mas se você adora um café, a dica é tomar pouco a pouco durante o dia. Pequenas quantidades de café misturados ao leite a cada hora podem fazer que você fique alerta e focado mais tempo do que se você tomar uma super dose de café puro pela manhã. “Quando você toma uma superdose de café pela manhã, o pico de cafeína na corrente sanguínea tem um declínio muito mais rápido do que se você tomar pequenas doses, causando aumentos regulares de alerta”, explica Harris Lieberman, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Medicina Ambiental, nos EUA.

 

Divida suas refeições

 

Seguir uma dieta de três refeições diárias pode diminuir seu vigor durante o dia. “Comer porções menores e constantemente – a cada 3 ou 4 horas – ajuda a manter o nível de açúcar no sangue mais alto e constante, então, você não vai ter quedas abruptas de energia ou mesmo ter altas no açúcar, o que ocorre quando se come muito e de uma vez”, diz Kathy Mcmanus, do Hospital Feminino de Brigham, EUA.

 

Tome bastante água

 

Metade das pessoas que reclamam de fadiga está, na verdade, desidratada, dizem alguns estudos. Estar sempre hidratado é a maneira mais simples de se proteger contra a canseira diária. Um estudo americano mostrou que 92% dos atletas entrevistados sentiam sensações de fadiga após passarem por uma experiência com uma dieta de restrição de ingestão de líquidos. Eles também demonstraram lapsos de memória e falta de concentração.

 

Um chá também faz bem

 

A cafeína e a L-teanina, um aminoácido presente no chá, diminuem a fadiga mental, melhoram a sensação de alerta e o tempo de reação física e aumentam a eficiência da memória. As variações do chá-preto também aliviam o estresse, diz um estudo da Universidade de College London. Na pesquisa, adultos que tomavam chá-preto constantemente quatro vezes ao dia, durante seis semanas, tinham menores níveis de cortisol do que outros que tomavam outros tipos de chá similares.

 

Copie a lancheira de seus filhos

 

Especialmente se tem uma fruta e um sanduíche integral. A banana, por exemplo, é rica em potássio, elemento que ajuda seu corpo a converter o açúcar em energia. Já o pão integral tem fibras e se transforma em uma boa fonte de energia de liberação lenta e constante (como vimos anteriormente).

 

Fonte: : http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2010/03/22/fadiga-dicas-para-aumentar-sua-energia-ao-longo-do-dia/

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